Botafogo — O clube de General Severiano monitora o mercado e estuda repatriar o zagueiro Dória, liberado pelo São Paulo, movimento que pode redefinir o sistema defensivo alvinegro nesta temporada.
- Em resumo: Dória rescindiu com o São Paulo e aparece na mira do Botafogo para 2026.
- Pendências administrativas e três transfer bans ainda travam avanços imediatos em negociações.
Cartas na mesa: diretoria mapeia substituto para Barboza
A saída de Alexander Barboza abriu uma lacuna clara no lado esquerdo da defesa. Revelado no Nilton Santos, Dória reúne características semelhantes — defensor canhoto, bom jogo aéreo — e surge como solução interna antes de o Botafogo buscar nomes fora do país. De acordo com o “Canal do TF”, os dirigentes não descartam formalizar proposta.
Nos bastidores, a avaliação é de que o timing favorece um acordo: o atleta está livre, conhece o ambiente e poderia ser inscrito tão logo o clube resolva os impeditivos na documentação junto à CBF.
A carreira do zagueiro inclui passagens por Olympique de Marseille, Granada, Santos Laguna, Atlas e Yeni Malatyaspor, bagagem que pesa positivamente para um elenco que busca experiência internacional.
Transfer bans e burocracia freiam empolgação
Embora o interesse seja real, o Botafogo convive com três punições impostas pela FIFA, fruto de antigas dívidas de transferências. Até que cada caso seja quitado ou parcelado, qualquer contratação depende de liberação formal. Internamente, o departamento jurídico acelera acordos para não perder a janela que se abre no meio do ano.
A situação financeira também impõe teto salarial. A cúpula avalia que Dória pode aceitar um pacote fixo menor, compensado por bônus de produtividade, estratégia adotada em renovações recentes.
Análise: risco técnico versus oportunidade de mercado
O retrospecto recente de Dória divide opiniões. As falhas que culminaram em ameaças à família no Morumbi geram desconfiança sobre o impacto emocional no atleta. Por outro lado, a possibilidade de contratá-lo sem custos de transferência e com adaptação imediata é vista como rara no mercado brasileiro.
Se confirmar a investida, o Botafogo aposta em um defensor que já viveu altos e baixos, mas que, aos 31 anos, ainda se encontra em idade competitiva. A equação custo-benefício ficará diretamente ligada à velocidade com que o clube solucione os bans e ao ambiente de confiança que conseguir construir para o jogador.
O que você acha? Dória é a peça certa para fechar a zaga alvinegra ou o risco extracampo fala mais alto? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

