Internacional — A direção colorada recusou a investida de 6,5 milhões de dólares (R$ 32,7 milhões) do Monterrey e blindou Rafael Borré, após conversa presencial com o empresário do colombiano no último fim de semana em Porto Alegre.
- Em resumo: Inter descarta vender Borré mesmo diante de proposta milionária.
- Pezzolano crava que o atacante é indispensável ao esquema ofensivo.
Oferta mexicana bate na trave
Segundo apurou o Canal do Vaguinha, o agente de Borré se reuniu com os executivos Fabinho Soldado e Alessandro Barcellos para detalhar o interesse do Rayados. A oferta superava a casa dos trinta milhões de reais — valor que poderia aliviar o caixa, mas não convenceu o departamento de futebol.
Internamente, a avaliação é de que a saída do centroavante criaria um vazio técnico em meio à maratona de jogos. A prioridade, portanto, foi manter a espinha dorsal e garantir estabilidade ao elenco que disputa o Brasileirão, principal competição chancelada pela Confederação Brasileira de Futebol.
Pezzolano banca a permanência
Além do aspecto financeiro, o fator esportivo pesou. O treinador Paulo Pezzolano deixou claro à diretoria que não pretende abrir mão de Borré. Para o comandante, o colombiano é peça-chave no 4-3-3 que vem sendo testado nos treinos e ainda pode elevar o nível de atuação nas próximas rodadas.
Experiente e influente no vestiário, o atacante já assumiu papel de liderança, algo visto como fundamental em um calendário que inclui viagens longas e jogos decisivos em sequência. A comissão técnica acredita que a manutenção do jogador fortalece o grupo não apenas tecnicamente, mas também no aspecto psicológico.
Calendário aperta e foco muda para o Vitória
Com a novela resolvida, o Inter direciona todas as atenções para o duelo contra o Vitória, marcado para sábado (23), às 17h, no Barradão, pela próxima rodada do Campeonato Brasileiro. A expectativa é de que Borré comece entre os titulares, mantendo o entrosamento alcançado nas últimas partidas.
O colorado busca somar pontos fora de casa para não se distanciar da parte de cima da tabela. Um resultado positivo em Salvador também funcionaria como resposta imediata à tentativa de assédio estrangeiro sobre seu principal homem-gol.
Estabilidade x caixa: o dilema recorrente
Recusar uma proposta dessa magnitude evidencia a estratégia adotada pelo clube gaúcho: priorizar a performance esportiva em detrimento de alívio financeiro momentâneo. Em anos recentes, diversas equipes brasileiras optaram pela venda rápida de destaques para equilibrar contas; o Inter, nesta ocasião, seguiu caminho oposto.
Mesmo sem cifras detalhadas sobre o impacto no orçamento, a decisão sinaliza confiança em uma temporada longa, na qual a presença de jogadores experientes costuma fazer diferença. De quebra, a resistência a negociar mostra ao mercado que o clube não pretende se desfazer facilmente de atletas estratégicos.
O que você acha? Foi acertada a escolha de manter Borré apesar da oferta mexicana? Para acompanhar mais detalhes do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

