Palmeiras — A cúpula alviverde estuda reintegrar o zagueiro Naves, hoje emprestado ao Alverca, e coloca em compasso de espera a tentativa de contratar Nino, mudança que reordena as prioridades defensivas do clube.
- Em resumo: volta de Naves pode suprir carência na defesa e travar novos investimentos.
- Negociação por Nino entra em “stand-by” até definição interna sobre o prata-da-casa.
Reintegração de Naves vira peça-chave no planejamento
Nos bastidores, diretoria e comissão técnica avaliam se o zagueiro de 24 anos, revelado na Academia, já está pronto para retomar espaço no elenco principal. O defensor soma 34 partidas e três gols pelo Alverca desde julho de 2025, desempenho que fez o clube português cogitar comprá-lo em definitivo — negócio estimado em cerca de R$ 38 milhões.
A possível volta, porém, pode alterar a rota prevista. Antes inclinada a vender o atleta, a diretoria agora analisa se seu retorno resolve a carência de opções sem abrir o caixa para reposições. A decisão precisa respeitar os prazos de inscrição no Campeonato Brasileiro listados pela Confederação Brasileira de Futebol.
Nino no radar, mas sem pressa
Com a avaliação de Naves em curso, a investida em Nino foi esfriada. O ex-capitão do Fluminense era visto como prioridade, porém passou a ser tratado como oportunidade futura, caso a reintegração não cubra a lacuna. O clube prefere evitar disputar valores elevados enquanto testa uma solução caseira já contratualmente ligada à Academia.
Vale lembrar que, mesmo com impasses de liberação junto ao Botafogo, o Verdão encaminhou a chegada de Alexander Barboza. Se concretizado, o reforço argentino somado ao eventual retorno de Naves reduziria ainda mais a urgência por Nino.
Análise: timing de mercado do Verdão
A postura de “olhar primeiro para dentro” indica uma mudança de estratégia. Em vez de acelerar uma compra cara, o Palmeiras prioriza avaliar ativos formados em casa, aguardando o momento mais vantajoso para mexer no caixa. Essa abordagem diminui riscos financeiros e possibilita ajustes na zaga sem inflacionar o elenco.
Ao colocar Nino em segundo plano, o clube também ganha poder de barganha: se decidir retomar a negociação, terá mais argumentos para ajustar valores e prazos, postura recorrente em janelas anteriores sob a gestão atual.
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