Fluminense — Logo após o triunfo por 2 a 1 sobre o Bolívar, no Maracanã, a atmosfera nas Laranjeiras voltou a esquentar: Felipe Melo, ídolo recente do clube, foi às redes para denunciar a ausência de oportunidades ao filho Davi e, de quebra, expôs dúvidas sobre a gestão de Luis Zubeldía.
- Em resumo: ex-volante reclama que Davi Melo, já profissional, não é autorizado a treinar com o elenco principal.
- Críticas surgem no momento em que Zubeldía tenta blindar o grupo e manter o foco na Libertadores.
Desabafo de peso agita bastidores tricolores
A vitória diante dos bolivianos manteve o atual campeão vivo no torneio sul-americano, mas não evitou que questões internas viessem à tona. Em postagem publicada horas depois do apito final, Felipe Melo mesclou elogios ao técnico argentino com uma bronca pública sobre a condução da categoria profissional. Segundo o ex-camisa 30, Davi ― que assinou contrato recentemente ― segue afastado das atividades junto aos demais atletas, decisão que ele classificou como difícil de aceitar. Em meio à repercussão, torcedores lembraram que o departamento de futebol rejeita ingerência familiar desde episódios passados.
A queixa ganhou corpo porque o Fluminense, mesmo classificado para a próxima fase, vive fase irregular em apresentações. Na Libertadores, qualquer ruído extracampo tende a crescer; basta lembrar recentes alertas da Confederação Sul-Americana sobre disciplina e planejamento esportivo.
“Eu acho o Zubeldía muito bom treinador, de verdade. Eu não vou aqui criticá-lo só porque, por exemplo, eu tenho um filho lá que não pode nem treinar. Apesar de ser profissional, não pode nem treinar como profissional. São coisas que eles fazem lá. O que eu acho ou deixo de achar não vem ao caso, como pai. Mas não é por causa disso que vou falar mal”.
A fala, reproduzida integralmente, ilustra o equilíbrio que Felipe tentou adotar: preservou a figura do técnico, mas colocou holofote sobre a gestão de talentos internos — problema recorrente em elencos recheados.
Pressão por desempenho se alia à instabilidade tática
Além da situação de Davi, o ex-volante apontou falhas defensivas e substituições que, em sua visão, minaram a chance de construir placar mais elástico. O alerta coincide com críticas de parte da torcida, insatisfeita com oscilações que se repetem desde o início da temporada. Mesmo comemorando gols decisivos de John Kennedy, o time vem cedendo espaços que custam pontos e confiança.
Análise: ambiente em ebulição às vésperas de mata-mata
O episódio reforça um cenário em que resultados positivos convivem com fissuras internas. Zubeldía precisa domar a ansiedade externa — agora potencializada pela insatisfação de um líder de vestiário — e, simultaneamente, entregar evolução tática. Caso contrário, a pressão pós-fase de grupos pode transbordar, afetando planejamento financeiro e de elenco.
Felipe Melo, aposentado mas ainda influente, vocaliza inquietação que ultrapassa a esfera familiar: ela toca o eixo central do projeto — formação versus aproveitamento. Quando um jovem com contrato profissional não encontra espaço nem para treinar, o modelo de transição fica sob suspeita, algo que o clube não pode ignorar.
O que você acha? A cobrança pública do ídolo vai acelerar mudanças ou só amplia o ruído antes do mata-mata? Para acompanhar mais análises e bastidores da competição, acesse nossa cobertura completa.

