20/08/2025: Venda recorde de €22 mi explica saída de Lucho do Bahia

Bahia — Ao detalhar os bastidores da negociação que o levou ao Neom SC, o atacante uruguaio Luciano Rodríguez confirmou que a maior venda da história do clube, fechada em €22 milhões, foi guiada pela necessidade de garantir conforto financeiro à família.

  • Em resumo: Lucho trocou visibilidade esportiva por um contrato milionário no futebol saudita.
  • A saída rendeu ao Bahia cerca de R$ 139 milhões, cifra inédita em seus cofres.

Venda recorde alivia finanças do Tricolor

A transferência oficializada em 20/08/2025 encerrou a passagem de altos e baixos do uruguaio em Salvador, mas deixou um efeito imediato: o reforço de caixa mais robusto já recebido pelo clube baiano. Segundo levantamento publicado pela ESPN Brasil, o valor de €22 milhões supera em larga margem qualquer negociação anterior envolvendo o Bahia.

De quebra, o atacante tornou-se exemplo claro de como os investimentos sauditas mudaram a dinâmica do mercado sul-americano: clubes médios podem lucrar alto sem depender de vitrine europeia.

“Ir para a Arábia foi um salto na minha carreira, mas economicamente. Obviamente que ir para lá te atrasa porque o futebol de lá não é muito visto. A Seleção é muito importante, mas a decisão de ir para a Arábia foi pelos momentos que vivi quando era criança e gostaria que a minha família não faltasse nada”

A franqueza da declaração, feita à rádio “El Espectador Deportes”, atribui peso emocional — e não apenas financeiro — ao negócio, reforçando o argumento de que a segurança fora de campo prevaleceu sobre a busca por holofotes esportivos.

Menos holofotes, mais segurança: os primeiros passos no Neom SC

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Dentro de campo, o início em solo árabe foi modesto: seis gols e duas assistências em 31 partidas. Números discretos para quem chegou rotulado de “novo Suárez”, mas suficientes para manter titularidade e, sobretudo, o conforto financeiro almejado.

“A decisão que tomei foi pensando na minha família e não me arrependo de nada.”

Ao reiterar que não voltaria atrás, Lucho sinaliza que o critério esportivo — especialmente a visibilidade necessária para se firmar na seleção uruguaia — ficou em segundo plano diante da estabilidade conquistada.

Análise: a rota saudita e seus efeitos no futebol sul-americano

O relato de Luciano Rodríguez evidencia uma tendência: ligas emergentes conseguem competir em poder de atração graças a contratos fora da realidade financeira de clubes do Cone Sul. Enquanto isso, equipes brasileiras ganham fôlego no caixa, mas perdem precocemente talentos que poderiam render retorno técnico maior.

No médio prazo, a combinação de vendas vultosas e êxodo de jovens promessas pode alterar o nível de competitividade regional, abrindo discussão sobre como equilibrar finanças e desempenho esportivo.

O que você acha? A escolha de Lucho foi acerto ou risco para a carreira? Para acompanhar mais análises sobre o mercado da bola, acesse nossa cobertura completa.


Paulo dos Santos acompanha futebol desde criança, hábito que começou assistindo aos jogos com a família e se manteve ao longo dos anos. Com o tempo, passou a escrever sobre partidas, analisando escalações, desempenho dos times e os principais momentos de cada rodada. Na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre jogos nacionais e internacionais, sempre buscando explicar o que aconteceu em campo de forma simples e objetiva para o leitor.