Seleção Brasileira — No amistoso derradeiro antes da Copa do Mundo, a equipe de Carlo Ancelotti venceu o Egito por 2 a 1 e viu o goleiro Weverton, do Grêmio, assumir a meta no intervalo para segurar o resultado com segurança e personalidade.
- Em resumo: Weverton entrou no segundo tempo e evitou o empate egípcio com intervenções pontuais.
- Atuação reforça a briga pela titularidade no Mundial que começa em breve.
Entrada decisiva logo após o intervalo
Weverton recebeu a oportunidade ainda no vestiário, substituindo o titular na volta para a etapa final. Seu primeiro teste chegou aos 12 minutos, quando interceptou um passe rasteiro que atravessou a pequena área. Pouco depois, espalmou finalização à queima-roupa, mantendo o Brasil na frente.
Mesmo com a entrada de Mohamed Salah, o Egito não conseguiu transformar posse de bola em chances reais. O astro teve apenas um chute, desviado e sem direção. A segurança transmitida pelo goleiro brasileiro ajudou a esfriar qualquer investida africana, que cresceu sobretudo após a metade do segundo tempo.
A comissão técnica valoriza goleiros participativos na construção, e o próprio Weverton mostrou por que ganhou espaço: foram 18 ações com a bola nos pés, oito passes certos e saída de jogo limpa, qualidades que pesam em torneios de mata-mata de alto nível. No total, o arqueiro ficou 51 minutos em campo sem cometer erros — números discretos, mas eficientes.
Para efeito de comparação, a Seleção havia sofrido em amistosos anteriores com perda de posse ao tentar sair jogando. Desta vez, a equipe evitou sufocos desnecessários e controlou melhor o ritmo até o apito final, mesmo recuando linhas nos últimos minutos.
Gols que alimentam confiança e plano tático
Os gols de Bruno Guimarães, ainda no primeiro tempo, e do jovem Endrick, já na etapa complementar, confirmaram a vitória brasileira. O Egito descontou com Ziko, mas não foi páreo para um time que demonstrou variações táticas promissoras. Cada avanço ao ataque teve triangulações curtas, e a recomposição foi rápida — aspectos que Ancelotti pretende levar para a estreia contra o Marrocos.
Além de fortalecer a moral do grupo, a vitória dá a Ancelotti a chance de fixar a hierarquia em posições sensíveis. A meta, por exemplo, segue aberta: Alisson e Ederson, experientes e habituados a jogos de pressão, agora encaram um concorrente em alta. Detalhes assim costumam pesar em convocação final de Copa, como já aconteceu em ciclos recentes, quando surpresas apareceram na lista definitiva.
O duelo também funcionou como ensaio para situações em que o Brasil precisará defender vantagem mínima. O recuo intencional expôs a defesa, mas Weverton manteve-se atento, mostrando reflexo e leitura de jogo, atributos avaliados de perto pelo preparador Taffarel.
Para quem olha o cenário geral, a equipe encerra a fase de preparação sem derrotas e com maior clareza sobre elenco e modelo de jogo. Até a estreia, serão apenas trabalhos fechados no centro de treinamento em Nova Jersey, com foco em bolas paradas e ajuste fino entre linhas. Mais detalhes podem ser acompanhados no site oficial da FIFA, que lista datas, grupos e regulamento completo do torneio.
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