Vozinha — Destaque de Cabo Verde na última Copa do Mundo, o goleiro de 40 anos avisou que pretende seguir atuando e prioriza um clube que o enxergue como peça-chave esportiva, não como ferramenta de marketing.
- Em resumo: arqueiro está livre após deixar o Chaves e busca projeto competitivo.
- Times do Brasil e o Inter Miami sondaram, mas nenhuma negociação avançou.
Livre após brilhar na Copa
Vozinha encerrou vínculo com o Chaves, da segunda divisão portuguesa, antes de viajar para a Copa. As atuações seguras pelo selecionado cabo-verdiano ampliaram sua visibilidade e atraíram consultas de mercados variados. De acordo com o goleiro, a prioridade agora é encontrar um ambiente que valorize rendimento — critério reforçado depois da vitrine mundial na Copa do Mundo da FIFA.
Com 40 anos recém-completados, ele acredita ter condições físicas para, no mínimo, mais uma ou duas temporadas em alto nível e não descarta desafios longe da Europa, inclusive na América do Sul.
“Eu ainda quero jogar. Quero encontrar um time que realmente me queira como jogador de futebol e não para marketing. [Achar um novo time] É uma das primeiras coisas que eu tenho que resolver”.
A fala explicita a linha vermelha traçada por Vozinha: qualquer proposta deve colocá-lo em posição de competir por vaga e títulos, afastando a hipótese de contratação meramente midiática.
Interesse de clubes e próximos passos
No Brasil, Atlético-GO, Ceará e Avaí sondaram o estafe do goleiro, enquanto o Inter Miami, de Lionel Messi, mapeou o cenário. Até o momento, porém, nenhuma dessas tratativas avançou para reuniões presenciais ou oferta oficial. A expectativa é de definição antes da pré-temporada europeia, quando janelas de registro se reabrem.
“Eu amo futebol. Estar aqui, aos 40 anos, significa que eu realmente tenho essa paixão. Eu quero jogar, pelo menos, mais um ou dois anos, o quanto meu corpo aguentar. O dia depois de amanhã a gente não sabe”.
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O depoimento reforça que a motivação do atleta permanece alta, aspecto que costuma pesar em contratações de veteranos.
Análise: a estratégia de carreira de Vozinha
A opção de recusar ofertas centradas em marketing indica preocupação com legado esportivo — movimento frequente entre goleiros experientes que ainda se sentem competitivos. Ao condicionar a assinatura a um projeto técnico, Vozinha preserva a própria marca e evita riscos de desgaste, como perda de minutagem ou críticas sobre “contrato figurativo”.
Para os clubes interessados, o recado é claro: além de oferecer visibilidade, será preciso garantir planejamento que envolva minutagem e objetivos tangíveis, o que pode elevar o nível das propostas e filtrar aventureiros.
O que você acha? Vozinha acerta ao priorizar minutagem ou deveria aceitar um acordo de marketing? Para acompanhar mais bastidores do futebol europeu, acesse nossa cobertura completa.


