Coreia do Sul — Em Guadalajara, a seleção asiática transformou um gol sofrido no início do segundo tempo em vitória por 2 a 1 sobre a República Tcheca, alcançando sua segunda virada mais veloz em Copas do Mundo e alterando o panorama do Grupo A.
- Em resumo: sul-coreanos precisaram de apenas 13 minutos para reverter o placar.
- Triunfo entrou para o top 2 das viradas mais rápidas do país em Mundiais.
Reação em 13 minutos muda o Grupo A
A partida parecia se encaminhar para domínio europeu quando Ladislav Krejcí cabeceou livre aos 14 min da etapa final e abriu o placar. O gol silencioso no estádio colocou pressão imediata sobre os asiáticos, que vinham de bom primeiro tempo, mas sem efetividade. Sete minutos depois, Hwang In-Beom aproveitou jogada pelo corredor esquerdo, soltou a perna de fora da área e igualou tudo.
O empate inflamou a torcida coreana presente no México e aumentou o ímpeto da equipe de Jurgen Klinsmann. A posse de bola, que já era ligeiramente favorável, passou a se traduzir em infiltrações constantes. Aos 35 min, logo após sair do banco, Oh Hyeon-Gyu completou triangulação rápida na pequena área e virou o marcador, levando a Coreia a conquistar três pontos valiosos na luta pela classificação, como detalha o relatório oficial da FIFA sobre o Mundial.
Com a reação relâmpago, a Coreia se mantém viva em um grupo que ainda conta com o anfitrião México e a seleção da Costa do Marfim. A República Tcheca, por sua vez, terá de buscar pontos nos próximos compromissos para não ficar pelo caminho.
Recorde reforça a mentalidade coreana
Os 13 minutos necessários para virar o jogo colocam esta partida atrás apenas da histórica vitória sobre a Nigéria em 2010, quando o time sul-coreano reverteu o placar em 11 minutos. A nova marca supera as viradas contra Togo (2006), Itália (2002) e Portugal (2022), reforçando um padrão de resiliência que se repete há décadas.
Mais do que estatística, o feito consolida a imagem de uma seleção que não desiste após sofrer o primeiro golpe. Desde o começo da preparação para o Mundial de 2026, o discurso interno destacava a necessidade de manter intensidade até o apito final — filosofia que foi plenamente aplicada em Guadalajara.
A vitória também evidencia a profundidade do elenco. A entrada de Oh Hyeon-Gyu — autor do gol decisivo — mostra que o banco de reservas oferece opções capazes de alterar o rumo da partida. O técnico alemão, inclusive, havia sinalizado em entrevistas pré-jogo que pretendia explorar essa variação tática conforme o desgaste avançasse.
Impacto na tabela e próximos passos
Com três pontos somados, a Coreia do Sul assume momentaneamente a liderança do Grupo A, à espera do resultado entre México e Costa do Marfim. A República Tcheca cai para a terceira colocação e precisará, no mínimo, de uma vitória na rodada seguinte para seguir sonhando.
O calendário oferece pouco tempo para ajustes: em quatro dias, os sul-coreanos encaram o México no mesmo estádio, enquanto os tchecos viajam a Monterrey para duelar com os africanos. O desgaste físico, aliado à intensidade demonstrada no segundo tempo, será desafio extra para o elenco asiático.
Historicamente, a Coreia costuma crescer contra seleções de grande torcida local. Foi assim no triunfo sobre os italianos em 2002, no próprio Mundial disputado em casa, e novamente agora diante de arquibancadas majoritariamente mexicanas. Resta saber se a receita se repetirá contra o anfitrião.
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