Melqui Galvão — Detido temporariamente por suspeita de crimes sexuais contra menores, o renomado treinador de jiu-jitsu apareceu em um vídeo falando com uma das supostas vítimas e garantindo que deixará a prisão “em 30 dias”.
- Em resumo: Na chamada, ele admite erros, oferece apoio e tenta firmar pacto de lealdade enquanto ainda atrás das grades.
Gravação expõe estratégia de persuasão
Divulgado pelo perfil “MMA Hoje”, o registro mostra Galvão adotando tom conciliador. Mesmo reconhecendo que sua reputação pode ruir, ele afirma que a “marca” construída ao longo de anos resistirá e ainda pode impulsionar carreiras. O episódio rapidamente repercutiu entre praticantes de artes marciais e veículos especializados, como a cobertura da ESPN, ampliando a pressão sobre o faixa-preta.
Dentro da cela, o técnico menciona o filho e astro do grappling, Mika Galvão, como trunfo para atrair a confiança do interlocutor, oferecendo visibilidade e “espaço próprio” em troca de apoio durante o processo.
“Em 30 dias eu tô solto. Eu vou me levantar. Mas eu preciso fazer isso com você.” — Melqui Galvão
Confiança na libertação e promessa de recompensas
O treinador sustenta que sua prisão é apenas “temporária” e reforça a promessa de retribuir a quem permanecer ao seu lado: “Eu vou dar minha vida por você”. A conversa sugere tentativa de influenciar testemunhas, ponto que pode agravar sua situação jurídica.
Casos semelhantes já abalaram ídolos de modalidades de combate no passado, mas raramente com registros tão explícitos de contato direto com vítimas enquanto encarcerados. A análise de especialistas indica que a gravação pode ser anexada ao inquérito e pesar em eventuais pedidos de extensão da detenção.
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