Seleção Brasileira — A igualdade por 1 a 1 com o Marrocos, na abertura da Copa do Mundo, ganhou um protagonista improvável: Endrick. O jovem atacante, ex-Palmeiras, sequer entrou em campo, mas sua reação ao ser preterido virou sensação nas redes sociais e reacendeu o debate sobre as escolhas de Carlo Ancelotti.
- Em resumo: Imagens mostram Endrick frustrado ao ver Danilo Santos ocupar a última substituição.
- Torcedores questionam Ancelotti e cobram maior ousadia ofensiva da Seleção.
Vídeo mostra momento em que Endrick é preterido
As câmeras alternativas da transmissão capturaram o instante em que a comissão técnica chama Danilo Santos para a última vaga disponível. Na mesma cena, Endrick observa a movimentação e balança a cabeça, sinal de decepção que bastou para incendiar as redes. Em poucos minutos, o clipe estava entre os assuntos mais comentados do país, reforçando a pressão sobre o técnico italiano. Dados oficiais da partida publicados pela Fifa evidenciam que o Brasil finalizou pouco na segunda etapa, cenário que alimenta a tese de que o camisa 9 poderia ter feito diferença.
A ola digital contou principalmente com perfis palmeirenses, para quem o atacante de 19 anos representa esperança de renovação no comando de ataque. O eco do vídeo foi tão forte que o termo “Coloca o Endrick” permaneceu nos trending topics durante a madrugada.
“De verdade não entra na minha cabeça, o Ancelotti ter preferido o Casemiro e o Raphinha como titulares e o Endrick como reserva, isso não faz sentido!”
O desabafo de um torcedor, replicado milhares de vezes, resume o clima de inconformismo. A mensagem capturou o sentimento de quem viu a Seleção criar pouco e perder força justamente quando precisava de um finalizador nato.
Treinador italiano evita falar sobre o atacante
Na entrevista pós-jogo, Carlo Ancelotti foi colocado contra a parede sobre a ausência do prodígio. Sem citar o nome do jogador, respondeu apenas sobre o rendimento coletivo, destacando que o time melhorou depois do intervalo, mas ainda busca ajustes.
“Eu não estou aqui para falar individualmente de um jogador, falo da equipe. A equipe no primeiro tempo não jogou bem, no segundo tempo foi melhor. Tivemos algumas oportunidades. Temos que acertar mais”
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A estratégia de blindar atletas individualmente segue a cartilha do treinador, mas não esvaziou a discussão. Pelo contrário: a recusa em detalhar escolhas ampliou a sensação de que existe uma distância entre a leitura de jogo do comandante e as expectativas do torcedor.
Análise: gestão de elenco em xeque
A viralização do vídeo evidencia como as redes sociais reduzem o prazo de paciência com decisões técnicas. Endrick, vendido ao futebol europeu como joia rara, tornou-se símbolo de renovação ofensiva. Deixá-lo no banco, mesmo com necessidade de gols, passa a imagem de conservadorismo tático em plena estreia de Mundial.
Para Ancelotti, a situação impõe um desafio: conciliar a hierarquia tradicional do elenco com a pressão pelo uso imediato das promessas. Se o Brasil insistir nos mesmos nomes e tropeçar novamente, cada minuto sem o jovem centroavante será usado como argumento de erro estratégico.
O que você acha? Endrick já deveria ter recebido minutos ou Ancelotti está correto em preservar o garoto? Para acompanhar todos os bastidores da Amarelinha, visite nossa editoria de Seleção Brasileira.


