Veto em conselho leva Landim a acionar Justiça contra Flamengo

Flamengo — Em movimento que acirra a crise política na Gávea, o ex-presidente Rodolfo Landim recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para derrubar a norma estatutária que o excluiu dos conselhos deliberativos do clube.

  • Em resumo: Landim pede liminar para recuperar vaga nos conselhos.
  • Clube alega conflito de interesses por consultoria à SAF do Confiança.

Regra recém-aprovada vira alvo na Justiça

Segundo a petição inicial, a alteração no estatuto rubro-negro teria sido “construída sob medida” para barrar a atuação política de Rodolfo Landim. O ex-mandatário sustenta que a nova redação restringe associados com vínculos considerados “relevantes” em outras entidades esportivas, enquadrando-o de forma retroativa.

Na leitura do departamento jurídico do clube, a mudança apenas formalizou um princípio já adotado por grandes agremiações: evitar que conselheiros influenciem decisões enquanto prestam serviços a projetos concorrentes. Em nota reproduzida pela ESPN Brasil, dirigentes reforçaram que a medida “protege o interesse institucional” do Flamengo.

Consultoria à SAF do Confiança é o estopim

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O ponto central da discórdia é a participação de Landim como consultor na formatação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Confiança, clube de Sergipe. Para o Conselho Diretor rubro-negro, a função cria conflito direto, já que o modelo de SAF pode competir com o Flamengo na atração de investimentos e atletas.

Landim rebate ao afirmar que sua consultoria tem caráter técnico e não envolve decisões esportivas que possam afetar o time carioca. A defesa pede a nulidade parcial da cláusula e uma medida cautelar urgente para que o ex-presidente retorne imediatamente ao quadro de membros natos dos conselhos deliberativo e de administração.

Análise: disputa de poder na Gávea

A ação revela mais do que um embate jurídico; escancara a luta por espaço no ciclo eleitoral que se aproxima. Com a presença vetada, Landim perderia voz em votações decisivas, inclusive na escolha da próxima diretoria. Ao contestar o estatuto, ele tenta manter influência e, possivelmente, preparar terreno para nova candidatura.

Para a cúpula atual, sustentar o afastamento significa impedir que um grupo político rival retome força interna. A decisão judicial, portanto, não define apenas a legalidade da norma, mas também quem terá protagonismo nos rumos do Flamengo nos próximos anos.

O que você acha? O veto se justifica ou ameaça a democracia interna do clube? Para acompanhar mais análises do futebol nacional, visite nossa editoria do Brasileirão.


Julia Caroline começou a escrever sobre futebol ainda na escola, quando comentava jogos e dividia opiniões em blogs e redes sociais. O interesse virou rotina, e ela passou a acompanhar partidas diariamente, sempre atenta aos detalhes que fazem diferença para o torcedor. Hoje, na Tribuna Futebol, escreve sobre jogos do dia, horários, escalações e onde assistir, com uma linguagem direta e fácil de acompanhar. Torcedora do Flamengo, raramente perde uma rodada importante do futebol brasileiro.