Vasco arrisca liderança na Sul-Americana com reservas; Tchê Tchê vira lateral

Vasco da Gama — A comissão técnica cruz-maltina embarcou para Assunção com um elenco recheado de reservas e jovens da base, apostando tudo na rotação do grupo para defender a liderança do Grupo G da Copa Sul-Americana nesta quarta-feira, às 19h (de Brasília), contra o Olimpia.

  • Em resumo: Renato Gaúcho poupou dez titulares para priorizar o duelo de domingo pelo Brasileirão.
  • Tchê Tchê será deslocado para a lateral direita na formação alternativa.

Reservas, base e improviso: a lista de Renato

Ao todo, Puma Rodríguez, Saldivia, Robert Renan, Lucas Piton, Barros, Thiago Mendes, Rojas, Andrés Gómez, Spinelli e Adson permaneceram no Rio de Janeiro, focados nos treinos para o jogo contra o Bragantino. O técnico decidiu minimizar o desgaste do elenco principal e evitar risco de lesões em meio à maratona do calendário brasileiro.

Para preencher as lacunas, foram chamados sete atletas do sub-20: Bruno André, Bruno Lopes, Zuccarello, Samuel, Alison, Andrey Fernandes e Gustavo Guimarães. Os recém-promovidos Avellar e Ramon Rique também ganharam espaço, reforçando o elenco que realizou o último treino em território carioca antes do voo para o Paraguai.

Nessa formação alternativa, Tchê Tchê tende a assumir a lateral direita — função pouco habitual desde que chegou a São Januário — enquanto JV Mutano aparece como opção direta. O provável time tem Léo Jardim; Tchê Tchê (ou JV Mutano), Carlos Cuesta, Lucas Freitas e Avellar; Hugo Moura, Ramon Rique, JP (ou Matheus França); Marino, Nuno Moreira e Brenner.

Cenário do Grupo G e o peso dos 3 pontos

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Tanto Vasco quanto Olimpia somam sete pontos após três rodadas, mas os brasileiros lideram nos critérios de desempate por terem vencido o confronto direto em São Januário. Uma vitória nesta quarta deixa a equipe carioca com a primeira posição assegurada, livrando-se da repescagem contra um terceiro colocado da Libertadores e, sobretudo, abrindo espaço na agenda lotada do segundo semestre.

Derrota ou empate, porém, pode custar caro: a segunda colocação obrigaria o Cruz-maltino a disputar playoffs adicionais, ampliando o número de viagens e tensionando ainda mais a logística num momento em que o clube já estabeleceu o Brasileirão como prioridade máxima. O regulamento da competição, detalhado no site da Conmebol, prevê jogos de ida e volta extras para quem termina em segundo, o que preocupa a diretoria em meio à luta por estabilidade na Série A.

Análise: gestão de elenco sob pressão

A escolha de Renato Gaúcho expõe o equilíbrio delicado entre buscar protagonismo continental e preservar força máxima para o campeonato nacional. O treinador aposta que a vantagem conquistada no primeiro turno será suficiente para sustentar a liderança, mesmo com um time alternativo. Se o plano der certo, o Vasco ganha folga de datas e moral para a sequência da temporada; se falhar, a equipe terá de lidar com um mata-mata indesejado e inevitáveis questionamentos internos e externos.

Além disso, o jogo oferece vitrine para jovens que buscam lugar definitivo no elenco profissional. Caso se saiam bem, podem se transformar em opções reais de rodízio, abrindo novas possibilidades táticas no Brasileirão — onde a regularidade costuma separar candidatos ao topo de quem apenas luta para permanecer.

O que você acha? A estratégia de poupar titulares na Sul-Americana é ousada ou necessária para o Vasco? Para acompanhar mais análises sobre a competição continental, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.