Atlético-MG — O retorno pós-Copa do Mundo virou dor de cabeça para o técnico atleticano: três titulares potenciais ainda não treinaram com o grupo e correm risco de ficar fora do duelo contra o Bahia, na terça-feira (21), às 19h30, na Arena MRV.
- Em resumo: Alan Minda, Ângelo Preciado e Alan Franco vivem corrida contra o tempo para entrarem na lista de relacionados.
- Zagueiro Léo Duarte já está vetado por lesão muscular, agravando o cenário de desfalques.
Equatorianos sem ritmo após o Mundial
Minda, Preciado e Franco voltaram da Copa do Mundo com situações distintas, mas iguais em um ponto: nenhum deles pisou no gramado com o elenco desde a reapresentação. Enquanto Minda e Preciado cumprem cronograma físico na Cidade do Galo, Franco recebeu liberação para resolver questões familiares no Equador.
A comissão técnica avalia diariamente as condições do trio e, segundo apuração, a definição sobre quem viaja para o jogo deve acontecer apenas na véspera. O adiamento alimenta a incerteza de um Galo já pressionado pela 11ª colocação e pelos 24 pontos somados em 18 rodadas — informação oficial da CBF que escancara o desafio da equipe no campeonato.
Léo Duarte fora e tabela apertada
Se os equatorianos ainda nutrem alguma esperança, Léo Duarte não tem a mesma sorte. O zagueiro foi diagnosticado com lesão muscular na parte posterior da coxa direita e, de acordo com o departamento médico, não terá condições mínimas para enfrentar o Bahia. A baixa força o treinador a redesenhar a linha defensiva justamente no recomeço de temporada que guarda, além do Brasileiro, compromissos de mata-mata pela Copa do Brasil e pela Sul-Americana.
No cenário atual, o Atlético ainda terá de alternar foco entre três frentes: nas oitavas de final da Copa do Brasil, o adversário será o Juventude; na Sul-Americana, o time aguarda definição dos playoffs. A maratona exige um elenco numeroso, mas a combinação de retorno tardio de seleção e problemas clínicos expõe uma carência inesperada.
Análise: risco de reestreia pressionada
A pausa para o Mundial deveria equalizar forças e oferecer tempo para ajustes táticos. Entretanto, o Atlético inicia o semestre com diferentes níveis de preparação entre seus atletas, obrigando a comissão a escolher entre lançar jogadores sem ritmo ou sacrificar qualidade técnica. O Bahia, por sua vez, chega inteiro e disposto a aproveitar qualquer fragilidade mineira, o que amplia a importância de uma decisão rápida sobre o trio equatoriano.
Além disso, o Galo sabe que tropeços imediatos podem complicar a busca por vaga em competições continentais de 2027. Em um campeonato cada vez mais equilibrado, cada ponto pós-Copa tende a pesar na reta final.
O que você acha? O Atlético deve arriscar os equatorianos mesmo sem treinos ou preservar os titulares para evitar lesões? Para acompanhar mais notícias do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


