Seleção Brasileira — Uma lista recém-publicada pelo jornal português A Bola colocou Neymar, Raphinha e Gabriel Magalhães entre as maiores decepções da última Copa do Mundo, acendendo o alerta sobre o desempenho dos principais nomes do elenco canarinho.
- Em resumo: Trio brasileiro aparece no ranking das 23 piores atuações do torneio, segundo A Bola.
- Gabriel Magalhães é o quarto colocado geral; Neymar e Raphinha fecham o grupo na 19ª e 23ª posições.
Gabriel Magalhães lidera frustração brasileira
Entre os jogadores analisados, o zagueiro do Arsenal registrou a pior colocação entre os representantes do país, amargando o quarto lugar geral. Titular nas cinco partidas do Brasil, ele foi apontado como protagonista negativo em lances capitais contra Marrocos e Noruega, momentos em que Saibari e Haaland levaram clara vantagem.
A publicação destacou que o defensor “esteve associado aos momentos defensivos mais complicados” do time. O rótulo ganhou força após a eliminação precoce da equipe, que contrastou com a expectativa de um setor defensivo sólido. Na avaliação de desempenho divulgada pela FIFA para a competição, Gabriel já aparecia entre os atletas mais exigidos em duelos aéreos, fator que não impediu as falhas ressaltadas pelo jornal em seus dados oficiais.
Lesões e apagão tiram brilho de Neymar e Raphinha
Neymar despencou para a 19ª posição do ranking. Recuperando-se de problema físico, o camisa 10 iniciou o torneio no departamento médico, entrou por apenas 14 minutos antes das oitavas e retornou diante da Noruega. Embora tenha marcado um gol, envolveu-se em discussão acalorada e, logo em seguida, viu a Seleção ser eliminada, cenário que consolidou a avaliação negativa.
Raphinha encerra a lista, figurando no 23º lugar. Havia a crença de que o atacante assumiria protagonismo ao lado de Vinícius Júnior, mas as atuações contra Marrocos e Haiti ficaram distantes do ideal. Para piorar, uma lesão na segunda rodada o tirou do restante do Mundial, deixando um vazio no lado direito do ataque.
O levantamento da A Bola ainda trouxe nomes de peso, como Cristiano Ronaldo — décimo colocado mesmo com três gols em cinco jogos —, Bruno Fernandes (8º) e Bernardo Silva (16º), ampliando a discussão sobre estrelas que não correspondem em fases decisivas.
Análise: Expectativa versus desempenho no maior palco
A lista de decepções evidencia o abismo que pode surgir entre projeção e realidade em torneios de tiro curto. Jogadores cercados por altos índices de confiança, contratos milionários e histórico recente de boas atuações nem sempre conseguem traduzir o status de estrela em performance coletiva eficiente.
No caso brasileiro, o peso recai sobre um modelo de jogo que, sem entrosamento na defesa e com um ataque limitado por lesões, ruiu diante de adversários melhor organizados. A presença de três nomes nacionais entre os 23 piores, portanto, sinaliza mais que falhas individuais: ela expõe fragilidades estruturais que a Confederação e a comissão técnica precisarão endereçar antes do próximo ciclo.
O que você acha? A lista faz justiça ao desempenho de Neymar, Raphinha e Gabriel Magalhães ou exagera na crítica? Para acompanhar outras análises sobre o torneio, acesse nossa cobertura completa.


