Torcida do Palmeiras explode contra Abel após 16/04/2026

PALMEIRAS — O empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, em 16/04/2026, transformou o Allianz Parque num tribunal virtual: milhares de torcedores culparam as trocas de Abel Ferreira pela queda brusca de intensidade que custou dois pontos ao Verdão.

  • Em resumo: Entradas de Khellven, Jefté e Paulinho aos 32 do 2º tempo coincidiram com o recuo palestrino.
  • Críticas nas redes vão da leitura tática ao “excesso de invenções” do treinador.

Trocas mudam o jogo e inflamam a arquibancada online

Até a metade da etapa final, o Palmeiras sufocava: Jhon Arias, Felipe Anderson, Andreas Pereira e Flaco López empilhavam finalizações, mas sem transformar posse em vantagem. Quando Keny Arroyo abriu o placar para o Cruzeiro, a pressão aumentou; o empate de Felipe Anderson manteve o estádio vivo.

Aos 32 minutos, porém, Abel Ferreira sacou Giay, Arthur e Andreas, lançando Khellven, Jefté e Paulinho. O efeito foi imediato: o Verdão perdeu penetração, cedeu espaço no meio e viu o rival respirar. Segundo análise pós-jogo da Confederação Brasileira de Futebol, o Cruzeiro trocou o dobro de passes no terço final após as substituições.

“O time precisando ganhar o f*p vai colocar khelven e jefte. chega de abel ferreira cara chega desse burro”.

A postagem viralizou no X/Twitter e sintetiza a frustração coletiva: torcedores entendem que Abel privilegia planos complexos mesmo quando o cenário pede apenas manter a pressão.

Volume sem eficácia expõe a ferida alviverde

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Os números sustentam o sentimento: Paulinho perdeu chance clara aos 40’, López isolou aos 42’ e Arias teve chute bloqueado em seguida. Foram 17 finalizações, mas apenas quatro na meta — índice que reforça a fama recente de “time que cria, mas não mata”.

“Nunca vou entender porque na cabeça do Abel Ferreira vai ter mais valor o Giay ser mais ofensivo que o Arias que fica preso com suas funções defensivas…”.

O comentário, também replicado milhares de vezes, questiona a lógica de reposicionamento de peças-chave e indica preocupação com possíveis reflexos em jogos decisivos da temporada.

Análise: Abel entre títulos e impaciência crescente

Desde 2020, Abel Ferreira empilhou taças e elevou o patamar competitivo do Palmeiras. Entretanto, o episódio contra o Cruzeiro mostra um ponto de tensão recorrente: parte da torcida tolera menos as escolhas táticas quando o desempenho não acompanha o volume de conquistas. A crítica não mira apenas o resultado isolado, mas o padrão de alterações considerado excessivamente conservador em partidas controladas.

O dilema é claro: manter o técnico mais vitorioso da era moderna alviverde ou cobrar ajustes que evitem novos empates com sabor de derrota no Brasileirão. A resposta passa pela capacidade de Abel recalibrar suas intervenções sem abandonar a filosofia que o levou ao topo.

O que você acha? As mudanças de Abel foram prudência ou preciosismo? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


Paulo dos Santos acompanha futebol desde criança, hábito que começou assistindo aos jogos com a família e se manteve ao longo dos anos. Com o tempo, passou a escrever sobre partidas, analisando escalações, desempenho dos times e os principais momentos de cada rodada. Na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre jogos nacionais e internacionais, sempre buscando explicar o que aconteceu em campo de forma simples e objetiva para o leitor.