América-MG — Integrantes da Torcida Organizada 12 divulgaram uma carta aberta pedindo que a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, invista na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube mineiro, que ainda procura um comprador desde que migrou para o novo modelo empresarial em 2022.
- Em resumo: torcida vê em Leila a gestora ideal para acelerar o projeto da SAF americana.
- Documento destaca estrutura, estabilidade e tradição como diferenciais do Coelho.
Pressão pública: carta aberta tenta atrair a dirigente
O movimento dos torcedores foi divulgado nas redes sociais poucos dias depois de Leila Pereira admitir interesse em adquirir um time fora do Palmeiras. Na visão dos americanos, o momento é perfeito para unir a intenção da empresária à necessidade urgente de capital externo no clube.
Regulamentada pela CBF, a SAF permite a entrada de investidores que assumem obrigações e passam a gerir o futebol de forma independente da associação civil. No caso do América, as tratativas com um grupo interessado foram encerradas recentemente, reacendendo a busca por um novo parceiro.
“Enquanto muitos clubes convivem há décadas com crises políticas, passivos gigantescos e reconstruções permanentes, o América construiu sua história apoiado em valores como responsabilidade administrativa, formação de atletas e respeito ao seu patrimônio. Poucos clubes brasileiros podem oferecer um conjunto de ativos tão interessantes e tão estrategicamente localizados”.
A mensagem reforça a ideia de que o Coelho oferece um terreno fértil para quem busca um projeto de médio e longo prazo, sem o ônus de dívidas insustentáveis ou turbulências internas contínuas.
Estrutura e tradição mineira surgem como trunfos
No documento, a torcida enumera pontos que, segundo ela, tornam o investimento atraente: o CT Lanna Drummond, o estádio Independência — considerado um dos mais modernos do país em capacidade semelhante — e a estabilidade administrativa construída nos últimos anos. Além disso, o texto lembra a longa história do América, clube centenário que já revelou nomes de peso no cenário nacional.
“O América não é apenas um dos clubes mais tradicionais do Brasil. É uma instituição centenária que atravessou gerações preservando algo cada vez mais raro no futebol moderno: resistência. Mais do que um clube, o América é uma oportunidade de construir um projeto grandioso sobre bases sólidas”.
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Para a torcida, a combinação entre estrutura física e identidade histórica formaria o casamento ideal com o perfil de gestão vencedor demonstrado por Leila no Palmeiras, onde ela acumulou títulos nacionais e continentais desde 2021.
Análise: corrida por investidores no mercado de SAF
O pedido público revela como a transformação em SAF mudou a dinâmica de poder entre torcidas, dirigentes e investidores. Sem novas receitas, clubes médios precisam convencer o mercado de que oferecem não apenas torcida apaixonada, mas também ativos tangíveis e governança profissional. Ao mirar em uma dirigente vencedora de outro clube, a Torcida 12 expõe a urgência do América em encontrar capital que vá além de simples aporte: a ideia é importar um modelo de gestão já testado em alto nível.
No cenário nacional, a disputa por investidores esquentou após exemplos bem-sucedidos de outros clubes que venderam parte de suas operações. O movimento americano reforça a tendência de mobilização das arquibancadas para influenciar decisões estratégicas que, até pouco tempo, ficavam restritas às salas do conselho deliberativo.
O que você acha? Leila Pereira deveria aceitar o apelo e assumir a SAF do América? Para acompanhar mais notícias sobre o futebol brasileiro, acesse nossa cobertura completa.

