Textor aciona a Justiça e desafia venda da SAF do Botafogo

Botafogo — A disputa societária do clube ganhou novo capítulo depois que John Textor foi à Justiça do Rio reivindicar o controle de 90% das ações da SAF e barrar qualquer negociação futura do futebol alvinegro.

  • Em resumo: Textor diz que a Eagle não pagou R$150,3 mi previstos no acordo.
  • Pedido cautelar pode travar a venda da SAF a novos investidores.

Dívida milionária sustenta ofensiva jurídica

Na petição obtida pelo ge, os advogados de Textor afirmam que a transferência formal de ações para a Eagle Bidco jamais se completou porque uma parcela de aproximadamente R$150,3 milhões, prevista em contrato firmado em 2022, nunca foi quitada. Com isso, o empresário sustenta continuar como verdadeiro controlador da SAF.

O documento acrescenta que outros acionistas da Eagle teriam assumido a responsabilidade financeira, mas permanecem inadimplentes. Caso o entendimento do norte-americano prevaleça, qualquer operação de compra e venda envolvendo a SAF estaria juridicamente comprometida, conforme aponta o regulamento da CBF sobre registro de clubes-empresa.

Além da cobrança, a ação pede uma medida cautelar para registrar oficialmente oposição a eventuais repasses de ativos que, segundo Textor, ainda lhe pertencem.

Risco de anulação total do acordo de 2022

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Em carta enviada à administradora judicial Cork Gully, os representantes do investidor avisaram que uma decisão favorável pode levar à rescisão completa do contrato firmado há dois anos. O alerta intensifica a incerteza entre dirigentes e funcionários, pois a Eagle já mantinha conversas para repassar a SAF a novos grupos interessados.

Dentro do Botafogo, a perspectiva de mais uma batalha judicial preocupa: sem definição clara de quem manda, planos de longo prazo, como reforços ou captação de patrocinadores, podem ficar paralisados.

Análise: impacto de uma possível reversão societária

Uma vitória de Textor alteraria profundamente a governança do Botafogo. O clube social, que contava com a entrada de capital externo via Eagle ou outros parceiros, veria o processo retroceder à estaca zero. Além da injeção financeira travada, a imagem de instabilidade pode afastar investidores em meio ao calendário do Brasileirão.

No cenário oposto, se a Justiça mantiver a validade do acordo original, a Eagle ganhará fôlego para finalizar a venda da SAF. Ainda assim, a disputa expôs fragilidades contratuais que devem servir de alerta a outros clubes que pretendem aderir ao modelo empresarial.

O que você acha? Quem sai mais prejudicado nesta briga, Textor ou o próprio Botafogo? Para acompanhar a repercussão no Campeonato Brasileiro, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.