Ronaldinho Gaúcho — Em Miami, o ídolo da Seleção roubou a cena ao surgir com um tênis estilizado exibindo seis estrelas, provocando onda de otimismo antes da vitória por 3 a 0 sobre a Escócia e colocando ainda mais peso no sonho do hexacampeonato mundial.
- Em resumo: Tênis personalizado de Ronaldinho ostentava seis estrelas, uma a mais que os títulos do Brasil.
- Imagem viralizou e incendiou as redes instantes antes da transmissão da Globo do duelo no Hard Rock Stadium.
Calçado viraliza nas arquibancadas e nas redes sociais
O ex-camisa 10 chegou aos camarotes do Hard Rock Stadium cercado por fãs, fotógrafos e influenciadores. Bastou aparecer o escudo da Confederação Brasileira de Futebol com seis estrelas bordadas para que a foto se espalhasse em grupos de mensagens e timelines. Em poucos minutos, a peça virou símbolo do mantra “é agora” que acompanha a Seleção na Copa do Mundo.
Para muitos torcedores, o acessório funcionou como uma premonição positiva. O Brasil já ostenta cinco títulos e, historicamente, cada estrela adicionada à camisa oficial indica uma conquista mundial. Ronaldinho, ao adicionar a sexta no calçado, traduziu em imagem o desejo coletivo de levantar mais uma taça.
“Clima maravilhoso, o clima tá lindo. Não vai ser um jogo fácil, mas que as coisas saiam bem, a gente jogue bem, ganhem bem e classifique. Vou encontrar a rapaziada na saída”
A declaração dada à Globo minutos antes de a bola rolar reforçou o tom confiante. Vinda de quem foi decisivo em 2002, a fala alimentou a crença de que a Seleção, comandada por Carlo Ancelotti, pode repetir o feito na edição atual.
Encontro com Neymar e apoio a Ancelotti
Ronaldinho não se limitou ao camarote. Ele circulou pelos corredores, cumprimentou membros da delegação e trocou abraços com Neymar, principal estrela do elenco. Também conversou com Carlo Ancelotti, reforçando a sintonia entre gerações que a CBF tenta cultivar para aumentar a coesão do grupo.
Nos bastidores, a avaliação é de que o ex-jogador exerce um papel quase institucional: sua presença atrai holofotes e desvia parte da pressão que costuma recair sobre os atletas em mata-matas de Copa. Além disso, a informalidade do craque ajuda a manter o ambiente leve, algo valorizado pela comissão técnica italianizada de Ancelotti.
Análise: símbolo que antecipa narrativa de conquista
A escolha de Ronaldinho não foi casual. Estrelas extras em itens de vestuário aparecem historicamente quando a Seleção se aproxima de finais de Copa. Em 1998, por exemplo, camisas piratas já traziam a quinta estrela antes mesmo do vice contra a França. O gesto do craque, portanto, antecipa a narrativa: se o hexa vier, a imagem será lembrada como presságio; se não vier, permanecerá como registro do otimismo brasileiro.
Do ponto de vista de marketing, a postagem maciça da foto cria ativo valioso para patrocinadores. Produtos licenciados com seis estrelas costumam disparar em vendas em anos de Mundial, e a cena no estádio norte-americano funcionou como um anúncio espontâneo, gratuito e global.
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