Elina Svitolina — Na capital italiana, a ucraniana carimbou passagem à final do WTA 1000 de Roma ao derrubar Iga Swiatek nas semifinais e, de quebra, reforçou uma marca quase impecável diante de adversárias que ocupam o top 10 do ranking mundial.
- Em resumo: Desde 2025, Svitolina soma 7 vitórias e apenas 1 derrota em partidas de três sets contra atletas do top 10.
- O próximo capítulo da série será neste domingo, quando ela reencontra Coco Gauff valendo o troféu em Roma.
Marca de respeito contra a elite
O embalo atual de Svitolina impressiona até quem acompanha o circuito feminino há anos. Com o triunfo sobre Swiatek, ex-número 1 do mundo, a jogadora de 31 anos adicionou mais um resultado expressivo ao recorte que iniciou no começo de 2025. Nesse período, foram superadas nomes como Jasmine Paolini, Jessica Pegula, a própria Swiatek em outra oportunidade, Coco Gauff e Elena Rybakina.
O único tropeço aconteceu diante de Paolini na Billie Jean King Cup de 2025, o que torna o aproveitamento de 87,5% ainda mais simbólico. A estatística ganha peso extra por envolver apenas confrontos definidos no terceiro set, o cenário mais árduo do tênis, no qual fatores físicos e mentais se misturam.
📊 Les matchs en 3 sets disputés par Elina Svitolina 🇺🇦 face au Top 10 depuis le début de la saison 2025 :
✅ vs Paolini, N°4 (OA 2025)
✅ vs Pegula, N°4 (IW 2025)
✅ vs Paolini, N°4 (RG 2025)
❌ vs Paolini, N°8 (BJKC 2025)
✅ vs Gauff, N°4 (Dubai 2026)
✅ vs Swiatek, N°2 (IW 2026)
✅ vs Rybakina, N°5 (IW 2026)
✅ vs Swiatek, N°1 (Rome 2026)
A lista reproduzida pelo perfil estatístico Jeu, Set et Maths destaca a consistência da ucraniana em duelos longos. Segundo a projeção de analistas consultados pelo portal da ESPN Brasil, o índice de vitórias em três sets contra top 10 é um termômetro valioso para medir resiliência em Grand Slams, onde partidas femininas tendem a apresentar altos e baixos técnicos.
Desafio final: reencontro com Gauff
Svitolina terá agora a chance de elevar o retrospecto para 8–1 justamente diante de Gauff, atual número 4 e campeã do US Open de 2024. As duas se cruzaram pela última vez em Dubai, ainda em 2026, quando a europeia levou a melhor depois de 2h17 de batalha.
De lá para cá, Gauff declarou ter encontrado “estabilidade no serviço” — aspecto que, segundo especialistas, foi determinante na virada contra Maria Sakkari nas quartas de final. A promessa de um duelo equilibrado reacende a expectativa de ver mais uma partida de três sets, formato no qual Svitolina tem se sentido praticamente em casa.
Para a ucraniana, a final representa também a chance de conquistar o título mais relevante desde o nascimento de sua filha em 2024. Ela já afirmou que o retorno ao circuito exigiu ajustes físicos, mas os números provam que a competitividade permanece intacta.
Na visão de Gauff, o torneio de Roma pode consolidar o bom momento inaugurado no fim da temporada anterior. A norte-americana, que completou 22 anos em março, busca o segundo troféu de nível WTA 1000 da carreira em quadras de saibro, superfície que valoriza sua explosão atlética.
Independentemente do resultado, o embate deste domingo tem potencial para mexer no topo do ranking e influenciar a corrida rumo a Roland Garros, principal evento na terra batida. Svitolina já projetou que chegar à decisão na Itália é “um impulso perfeito” para Paris, enquanto Gauff enxerga a partida como “teste definitivo” para o Grand Slam francês.
O que você acha? Svitolina manterá a série contra top 10 ou Gauff vai brecar o embalo da ucraniana? Para acompanhar mais, acesse nossa cobertura completa.

