Flamengo — A quarta comissão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva decidiu punir o meia Jorge Carrascal com três partidas de suspensão, medida que mexe diretamente com o planejamento de Leonardo Jardim para o Brasileirão.
- Em resumo: cartão vermelho contra o Palmeiras rendeu gancho de 3 jogos.
- Departamento jurídico rubro-negro promete recorrer ainda nesta semana.
STJD enquadra jogada como conduta violenta
Os auditores entenderam que o lance aos 22 minutos com Murilo extrapolou a disputa normal de bola. Por isso, aplicaram o artigo 159, que prevê pena pesada para jogo brusco grave. A interpretação segue o manual disciplinar disponível no site oficial da CBF, mas a própria redação do tribunal admitiu que ainda revisará a tipificação.
Internamente, o Flamengo argumenta que houve contato forte, porém acidental, sem intenção de ferir o adversário. A defesa sustenta que o árbitro já havia aplicado o cartão vermelho e que a sanção natural de expulsão deveria bastar.
“Ele foi muito juvenil, porém, não era para isso tudo, foi uma péssima decisão do STJD”.
A manifestação de um torcedor nas redes sintetiza a ala que vê exagero na pena: medo de que o tribunal abra precedente severo para lances de interpretação.
Desfalques em sequência preocupam comissão técnica
Se mantida, a punição tira Carrascal das partidas contra Coritiba, Chapecoense e São Paulo — esta última já depois da pausa para a Copa do Mundo. Em um elenco que ainda busca a melhor engrenagem ofensiva, a ausência do camisa 8 adiciona pressão sobre Jardin na tabela.
“Não teve nada de tão grave, essa punição é uma verdadeira loucura, achei bem injusta!”
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O segundo comentário viralizado ampliou a discussão sobre critérios desiguals do STJD quando se comparam lances semelhantes em outros clubes.
Análise: divergência jurídica e desgaste com a torcida
O Flamengo aposta no recurso ao Pleno para reduzir ou até derrubar a pena, mas o processo pode se arrastar e deixar o atleta indisponível justamente em fases cruciais. A condução do caso também reacende o debate entre transparência do tribunal e suposto rigor seletivo, fator que alimenta teorias de desequilíbrio entre os grandes centros.
Para a diretoria, a briga é dupla: restaurar o elenco e, ao mesmo tempo, demonstrar força política diante de um órgão que já gerou atritos prévios com o clube. Cada dia sem resposta definitiva amplia a insatisfação exibida nas arquibancadas virtuais.
O que você acha? A suspensão foi justa ou o STJD exagerou na dose? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

