Guenther Steiner — o ex-chefe da Haas — reforçou recentemente que a Mercedes deveria encerrar o fornecimento de motores para a McLaren, argumentando que a parceria fortalece uma rival direta na Fórmula 1.
- Em resumo: Steiner vê a McLaren em ascensão e alerta Wolff: “não entregue munição ao adversário”.
Parceria em xeque após retomada da McLaren
Depois de temporadas difíceis, a equipe de Woking voltou ao topo, conquistou o Mundial de Construtores em 2024 e já ameaça os alemães novamente em 2026. Essa curva ascendente fez Steiner sugerir que Toto Wolff repense o acordo de unidades de potência.
Para o italiano, manter a atual parceria significa alimentar um concorrente que pode roubar pontos preciosos na luta pelo título, algo que, segundo ele, nenhum gestor deveria permitir. O alerta ecoa em meio ao debate sobre como as montadoras devem balancear negócios e competitividade na categoria — tema recorrente em reportagens da imprensa especializada.
“Se eu fosse Toto, faria isso. É uma solução fácil para evitar ser derrotado”, afirmou o ex-dirigente.
Regulamento abre margem para decisão
Steiner lembrou que o regulamento da Fórmula 1 obriga cada fabricante a atender, no máximo, duas equipes clientes. Na visão dele, a Mercedes poderia manter apenas Alpine e Williams, encerrando a colaboração com a McLaren sem infringir qualquer regra.
Apesar da visão estratégica, o ex-chefe da Haas reconhece o perfil esportivo de Wolff, observando que o austríaco “entrega a sua melhor peça para o maior adversário”. A declaração reacende o debate: até que ponto a esportividade deve prevalecer sobre a lógica de mercado num campeonato decidido em milésimos?
O que você acha? A Mercedes deve mesmo cortar o fornecimento ou confiar no próprio desempenho? Para acompanhar mais análises de bastidores, acesse nossa cobertura completa.

