Bahia — Cercado por vaias na Arena Fonte Nova, Rogério Ceni reafirmou que não pretende deixar o comando tricolor apesar da sequência de resultados frustrantes no Brasileirão.
- Em resumo: técnico garante permanência mesmo sob forte contestação da torcida.
- Empate por 1 a 1 com o Grêmio aprofunda jejum de vitórias e expõe ineficiência ofensiva.
Comprometimento reafirmado em meio ao fogo cruzado
Logo após o tropeço diante dos gaúchos, Ceni foi questionado sobre o risco de demissão, pauta que ganhou corpo nas arquibancadas e redes sociais. Sem titubear, o treinador disse que não cogita abandonar o projeto e que a cobrança faz parte do pacote para quem dirige um clube do tamanho do Bahia. A posição pública reduz, por ora, a especulação sobre uma ruptura imediata, cenário que poderia agravar ainda mais o ambiente interno.
O respaldo declarado também ecoa nos bastidores: até o momento, a diretoria não sinalizou mudança de rumo, conforme relatos alinhados às normas da Confederação Brasileira de Futebol sobre estabilidade técnica em campeonatos longos.
“Você abandonaria a sua profissão se alguém lhe ofendesse? […] Não estou aqui apenas pelo salário que ganho. Não quero muito, não quero nada além de poder trabalhar e desenvolver aquilo de que gosto”,
A fala reforça a postura de resiliência do comandante e mira diretamente o torcedor descontente, lembrando que ele se vê mais movido por realização profissional do que por contrato.
Eficiência ofensiva vira calcanhar do Tricolor
No gramado, o Bahia produziu volume, mas voltou a pecar na hora decisiva. O time chegou a oito oportunidades claras, segundo o próprio Ceni, mas converteu apenas uma. O problema se repete nas últimas rodadas e tornou-se o principal gargalo a ser destravado até a próxima partida transmitida pela Band.
O técnico reconhece a urgência de transformar domínio territorial em pontos para estancar a pressão crescente e evitar que o time fique preso à parte de baixo da tabela.
“Acho que o elenco trabalha muito. Se o meu limite for o que aconteceu hoje, esse é o meu limite, com oito oportunidades claras de gols. O que eu não consigo controlar é a bola entrar ou não. O resultado é preponderante”,
Ceni responsabiliza a execução — não o planejamento — pelos tropeços recentes, argumento que divide especialistas: alguns apontam carência de repertório tático; outros veem ansiedade na definição das jogadas.
Análise: ruptura ou continuidade?
A sequência de eliminações para Clube do Remo na Copa do Brasil e O’Higgins na Libertadores colocou o projeto esportivo sob microscópio. A manutenção de Ceni indica que o Bahia aposta em continuidade, confiando que os indicadores de desempenho — posse de bola e chances criadas — se traduzirão em vitórias. No entanto, caso a conversão não ocorra rapidamente, a pressão externa pode sobrepor-se à convicção interna, cenário recorrente em clubes de massa.
Com janela de transferências se aproximando, a diretoria terá de decidir entre reforçar o elenco para suprir a carência de gols ou bancar a recuperação apenas com ajustes de treinamento. Cada resultado até lá pesará na balança.
O que você acha? O Bahia deve manter Rogério Ceni ou buscar novo treinador para reagir no Brasileirão? Para acompanhar todos os desdobramentos da Série A, acesse nossa cobertura completa.

