Sem vencer há sete jogos, Bahia trata duelo com Coritiba como decisão

Bahia — Em meio à pior sequência da era Rogério Ceni, o Tricolor encara o Coritiba no Couto Pereira como um jogo de vida ou morte para estancar sete partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro.

  • Em resumo: Kanu classificou o embate da 17ª rodada como “uma decisão”.
  • Equipe admite queda defensiva e promete atitude para reconquistar a torcida.

Sequência negativa aumenta a pressão no Tricolor

Depois de eliminações em torneios paralelos e uma série de tropeços na liga nacional, o Bahia chega ao confronto com os paranaenses empatado em pontos, saldo de gols e até cartões com o rival direto. O cenário faz do duelo um divisor de águas na visão de jogadores e comissão técnica. De acordo com dados da Confederação Brasileira de Futebol, qualquer deslize pode empurrar a equipe para a metade de baixo da tabela, acirrando a briga contra a zona de perigo.

Nesse contexto, o zagueiro Kanu assumiu a linha de frente do discurso por reação imediata, reforçando que a confiança do torcedor só voltará mediante resultado positivo.

“É uma decisão, um confronto direto, mesmo número de pontos, saldo de gols e acho que até cartões. Então a gente precisa entrar com o máximo de foco, é uma equipe muito competitiva, tem uma transição muito boa, bons jogadores. Teremos que entrar ligador para não sair de lá surpreendidos”

A fala escancara a urgência dentro do vestiário: o Bahia sabe que um novo tropeço ampliará a crise e poderá até colocar em xeque o trabalho iniciado por Ceni há poucos meses.

Defesa em xeque e busca por identidade mantida

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Além da seca de resultados, a defesa virou ponto nevrálgico. O time levou gols nos nove compromissos mais recentes, algo que contrasta com o início sólido da temporada. De volta à titularidade, Kanu admitiu que a bola tem “entrado fácil” e que a ineficiência ofensiva aumenta o clima de desconfiança.

“A fase mudou. Infelizmente os caras têm uma chance e a bola entra. A gente não tem conseguido converter em gol. Bola na trave o tempo todo, gol impedido, chances claras que não conseguimos converter. Isso traz um clima ruim para o jogo. A gente precisa ter calma, nem está tudo errado, temos que continuar concentrados, melhorar o posicionamento, é isso que a gente vem fazendo para mudar o quadro já na segunda-feira.”

Mesmo sob pressão, o zagueiro assegura que o elenco não abrirá mão da proposta de jogo trabalhada desde o início da temporada. Para ele, a chave é elevar o nível de entrega, algo que, segundo relatos internos, já apareceu nos treinamentos da semana.

Análise: risco de efeito dominó no Brasileirão

Os discursos públicos indicam união, mas os sete jogos sem vitória colocam o Bahia em um limiar perigoso: vencer no Couto Pereira pode devolver moral e distanciar o time da parte crítica da classificação; perder, porém, tende a desencadear cobrança mais dura da arquibancada e até mudanças bruscas na rota planejada pelo clube para 2026.

Como o Coritiba também luta para se estabilizar, o confronto direto deste início de semana vale mais do que três pontos. É potencial ponto de inflexão emocional para ambos, algo que o Bahia tenta capitalizar, lembrando que a partida terá transmissão da Band para todo o país.

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Marcelo Freire trabalha com conteúdo digital há mais de uma década e lidera a equipe editorial da Tribuna Futebol. Ao longo da carreira, participou da criação e desenvolvimento de projetos online voltados à informação e entretenimento. No dia a dia, acompanha de perto tudo o que é publicado, revisando conteúdos e orientando a equipe para manter um padrão claro, confiável e alinhado com o que o leitor realmente busca quando procura informações sobre futebol.