Everton Cebolinha — O São Paulo voltou à mesa de negociações e esbarrou, outra vez, no veto categórico do Flamengo, que não aceita liberar o atacante mesmo diante do risco de perdê-lo de graça no fim do contrato.
- Em resumo: Fla prefere ver Cebolinha sair sem custo a vendê-lo barato agora.
- Salário superior a R$ 1 milhão e valor de passe travam investida tricolor.
Fla bate o pé e descarta negócio imediato
A diretoria rubro-negra respondeu à nova consulta são-paulina com a mesma firmeza de meses atrás: sem proposta robusta, não há conversa. A avaliação interna é que o atacante segue útil ao elenco, mesmo sendo reserva, e que liberar por cifra reduzida criaria mau precedente nas próximas janelas. A postura foi confirmada por reportagem do jornalista Valentim Furlan, repercutida também pela mídia especializada.
Com contrato até dezembro, Cebolinha disputou 23 jogos, marcou três vezes e deu uma assistência na temporada. Enquanto isso, Leonardo Jardim mantém o jogador como opção de velocidade para o segundo tempo, sustentando a tese de que a profundidade de elenco vale mais que a receita de venda.
Planilha tricolor não fecha a conta
Para o São Paulo, o problema é duplo. Primeiro, o valor de transferência exigido pelo Flamengo ultrapassa o teto estabelecido pelo departamento financeiro do Morumbi. Segundo, os vencimentos de Cebolinha superam R$ 1 milhão mensais, quantia que pressionaria imediatamente a folha salarial.
Mesmo assim, a comissão técnica vê no atleta o perfil capaz de aumentar a agressividade ofensiva, sobretudo em jogos de explosão pelas pontas. O dilema, portanto, é estratégico: gastar agora e comprometer o caixa ou aguardar julho para um eventual pré-contrato, correndo o risco de perder a corrida para concorrentes com mais fôlego.
Análise: resistência rubro-negra expõe prioridades
A negativa flamenguista ilustra como a diretoria prioriza competitividade esportiva em ano de calendário pesado. Com chances em três frentes, o clube não cogita reduzir opções de ataque — mesmo que isso signifique abrir mão de um retorno financeiro imediato. Já o São Paulo, pressionado por elenco curto e limitações orçamentárias, tenta equilibrar ambição técnica e prudência fiscal. O impasse evidencia duas filosofias de gestão distintas que, por ora, tornam a transação inviável.
O que você acha? Vale a pena o São Paulo insistir em Cebolinha ou é melhor focar em alternativas mais baratas? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

