São Paulo insiste em Everton Cebolinha em 21/05/2025, mas Fla trava saída

Everton Cebolinha — O São Paulo voltou à mesa de negociações e esbarrou, outra vez, no veto categórico do Flamengo, que não aceita liberar o atacante mesmo diante do risco de perdê-lo de graça no fim do contrato.

  • Em resumo: Fla prefere ver Cebolinha sair sem custo a vendê-lo barato agora.
  • Salário superior a R$ 1 milhão e valor de passe travam investida tricolor.

Fla bate o pé e descarta negócio imediato

A diretoria rubro-negra respondeu à nova consulta são-paulina com a mesma firmeza de meses atrás: sem proposta robusta, não há conversa. A avaliação interna é que o atacante segue útil ao elenco, mesmo sendo reserva, e que liberar por cifra reduzida criaria mau precedente nas próximas janelas. A postura foi confirmada por reportagem do jornalista Valentim Furlan, repercutida também pela mídia especializada.

Com contrato até dezembro, Cebolinha disputou 23 jogos, marcou três vezes e deu uma assistência na temporada. Enquanto isso, Leonardo Jardim mantém o jogador como opção de velocidade para o segundo tempo, sustentando a tese de que a profundidade de elenco vale mais que a receita de venda.

Planilha tricolor não fecha a conta

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Para o São Paulo, o problema é duplo. Primeiro, o valor de transferência exigido pelo Flamengo ultrapassa o teto estabelecido pelo departamento financeiro do Morumbi. Segundo, os vencimentos de Cebolinha superam R$ 1 milhão mensais, quantia que pressionaria imediatamente a folha salarial.

Mesmo assim, a comissão técnica vê no atleta o perfil capaz de aumentar a agressividade ofensiva, sobretudo em jogos de explosão pelas pontas. O dilema, portanto, é estratégico: gastar agora e comprometer o caixa ou aguardar julho para um eventual pré-contrato, correndo o risco de perder a corrida para concorrentes com mais fôlego.

Análise: resistência rubro-negra expõe prioridades

A negativa flamenguista ilustra como a diretoria prioriza competitividade esportiva em ano de calendário pesado. Com chances em três frentes, o clube não cogita reduzir opções de ataque — mesmo que isso signifique abrir mão de um retorno financeiro imediato. Já o São Paulo, pressionado por elenco curto e limitações orçamentárias, tenta equilibrar ambição técnica e prudência fiscal. O impasse evidencia duas filosofias de gestão distintas que, por ora, tornam a transação inviável.

O que você acha? Vale a pena o São Paulo insistir em Cebolinha ou é melhor focar em alternativas mais baratas? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


Paulo dos Santos acompanha futebol desde criança, hábito que começou assistindo aos jogos com a família e se manteve ao longo dos anos. Com o tempo, passou a escrever sobre partidas, analisando escalações, desempenho dos times e os principais momentos de cada rodada. Na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre jogos nacionais e internacionais, sempre buscando explicar o que aconteceu em campo de forma simples e objetiva para o leitor.