Santos — A diretoria avalia encerrar antecipadamente o contrato do volante venezuelano Tómas Rincón, que perdeu espaço no elenco e pode deixar a Vila Belmiro logo após a Copa.
- Em resumo: clube discute rescisão amigável para liberar o atleta de 38 anos.
- Torcida se mobiliza nas redes e apoia a saída do veterano.
Torcida pressiona pela saída do volante
Rincón, contratado em 2023 e dono de 80 jogos com a camisa alvinegra, entrou em campo apenas três vezes nesta temporada, sempre como reserva. A queda de minutos acentuou a insatisfação nas arquibancadas, onde parte dos torcedores vê a permanência do jogador como obstáculo para a renovação do grupo.
Nas redes sociais e em fóruns de debate, o discurso dominante é que o ciclo do venezuelano terminou. A percepção ganhou força especialmente após o baixo número de partidas em 2026 e a ascensão de atletas mais jovens formados na base santista, reforçando a necessidade de abrir espaço no plantel. Segundo apuração citada pela Rádio Itatiaia, a direção não descarta um acordo de rescisão para atender ao clamor das arquibancadas e otimizar a folha salarial.
“Esse já foi muito importante, porém, nesse momento vem fazendo hora extra no nosso clube, espero que uma acordo pela sua saída seja feito”.
O comentário, amplamente reproduzido nos perfis de torcedores, sintetiza o sentimento geral: gratidão pelo passado, mas urgência em seguir adiante. Para a cúpula santista, a manifestação popular serve como termômetro e, ao mesmo tempo, como argumento público para justificar uma decisão de impacto financeiro.
Direção avalia impacto na folha e reposição
Com contrato até dezembro, Rincón representa um salário considerado elevado para um reserva. Internamente, a tese é simples: a economia gerada pela rescisão permitiria investir em reforços mais alinhados ao projeto esportivo ou acelerar renovações estratégicas de jovens em ascensão.
Além da questão orçamentária, a comissão técnica avalia que a saída do venezuelano facilitaria o rodízio de meio-campistas promissores que vêm ganhando espaço nos treinos. A lógica segue tendência já observada em outros clubes da Série A, que cortam vínculos de veteranos fora dos planos para cumprir as diretrizes do regulamento financeiro da CBF e manter o elenco competitivo.
Análise: planejamento e renovação obrigatória
A eventual rescisão de Tómas Rincón se encaixa em um movimento mais amplo de reestruturação. Desde a última temporada, o Santos adota política de rejuvenescimento do elenco, reduzindo a média de idade e equilibrando contas após anos de gastos elevados. O caso do venezuelano ilustra o dilema entre gratidão ao atleta experiente e a necessidade de oxigenar o grupo para atender metas esportivas e financeiras.
Ao mesmo tempo, a decisão coloca pressão na diretoria para encontrar substituto capaz de oferecer experiência sem onerar o orçamento. A busca por equilíbrio entre performance imediata e sustentabilidade é o ponto-chave do debate interno.
O que você acha? O Santos acerta ao negociar a saída de Rincón ou deveria mantê-lo como liderança de vestiário? Para acompanhar mais decisões sobre o elenco, acesse nossa cobertura completa.

