São Paulo — A diretoria tricolor iniciou sondagem por Danilo Barbosa, mas se deparou com cifras salariais fora do padrão nacional e com a postura irredutível do Al-Ula, da Arábia Saudita.
- Em resumo: volante de 30 anos custa R$ 1,7 milhão por mês e tem vínculo até 2028.
- Clube saudita ainda pede € 5 milhões para liberá-lo em definitivo.
Salário milionário vira obstáculo central
A primeira barreira encontrada pelo São Paulo está na folha de pagamentos. Danilo Barbosa recebe aproximadamente € 3,5 milhões por temporada, valor que, convertido, chega a R$ 20,5 milhões anuais ou R$ 1,7 milhão mensais. Mesmo que a negociação avance na forma de empréstimo, o Tricolor precisaria assumir parte relevante dessa remuneração, cenário considerado delicado para um clube que vem tentando equilibrar contas nas duas últimas gestões.
Segundo a reportagem da RTI Esporte, o plano inicial do São Paulo é propor um empréstimo de um ano com opção de compra ao fim do período. Internamente, a ideia seduz pela possibilidade de avaliação técnica antes de qualquer investimento definitivo, mas o tamanho dos vencimentos do atleta ainda é visto como impeditivo. A comparação com a média salarial do elenco, bem inferior, reforça o receio de criar um novo patamar de gastos.
Contrato longo fortalece Al-Ula nas tratativas
Além do valor mensal, pesa contra o São Paulo o contrato até dezembro de 2028 que prende Danilo Barbosa ao futebol saudita. Amparado pelo vínculo extenso, o Al-Ula não demonstra qualquer urgência em negociar uma de suas peças de confiança para a disputa da elite local na temporada 2026/2027. De acordo com a publicação, o clube estipulou a pedida de € 5 milhões (cerca de R$ 29,3 milhões) para venda imediata do volante.
Mesmo que a cifra seja relativamente modesta quando comparada ao mercado europeu, representa alto risco para o São Paulo, que ainda procura um zagueiro de nível titular e lida com prioridades financeiras diversas. A diretoria também mantém conversas com o português Domingos Duarte, ex-Getafe, o que pressiona o caixa destinado a contratações.
Análise: onde a negociação pode destravar
Sem urgência para liberar o atleta, o Al-Ula tem margem para endurecer. A melhor cartada do São Paulo seria dividir o pacote em duas frentes: bônus de performance que tornem o negócio mais atrativo aos sauditas e repasse parcial de salários, diluído ao longo do empréstimo. Ainda assim, qualquer avanço dependerá da disposição do jogador em reduzir ganhos ou do clube árabe em subsidiar parte dos valores, algo incomum, mas não inédito em negociações que envolvem a saída de atletas do Oriente Médio.
Outro ponto em análise é a janela de oportunidades do mercado. Caso o São Paulo consiga encaixar vendas de jogadores ou avance nas competições nacionais, a receita extra ampliaria a margem para absorver parte do custo de Danilo. Até lá, a diretoria mantém postura cautelosa, consciente de que um erro de cálculo orçamentário pode comprometer planejamento de longo prazo.
O que você acha? Vale insistir em Danilo Barbosa mesmo com cifras tão altas? Para acompanhar mais bastidores do Tricolor, acesse nossa cobertura completa.

