Bahia — O clube baiano oficializou a rescisão contratual do lateral-direito Gilberto, que deixa Salvador para reforçar o Athletico-PR na sequência da temporada.
- Em resumo: Gilberto sai sem custos de transferência e reduz uma das maiores folhas salariais do elenco.
- A negociação foi conduzida a pedido de Odair Helmann, interessado em experiência para o lado direito do Furacão.
Por que a rescisão era inevitável
Desde o início do ano, o técnico Rogério Ceni tratava a posição como prioridade de ajustes, e o lateral já figurava no banco de reservas. Com contrato apenas até dezembro e um dos salários mais altos do plantel, a diretoria entendeu que manter o jogador por mais seis meses custaria caro e ofereceria pouco retorno esportivo.
A solução encontrada foi o término amigável do vínculo. Segundo informações publicadas pelo portal Tétris Oficial e repercutidas pelo repórter Yuri Santana, a saída libera espaço na folha para futuras contratações e possibilita ao atleta seguir atuando em alto nível. Detalhes da rescisão não foram divulgados, mas dirigentes garantem que não há pendências financeiras, conforme apurou o site oficial da Confederação Brasileira de Futebol.
Gilberto chegou ao Bahia em 2023, comprado ao Benfica por cerca de 2,5 milhões de euros. No período, acumulou 106 partidas, três gols e sete assistências, além de 8.132 minutos em campo. O rendimento, porém, caiu na atual temporada, o que influenciou a decisão.
O plano do Athletico para o lateral
O Athletico-PR agiu rápido para preencher a lacuna na ala direita. Odair Helmann solicitou um jogador com rodagem internacional e boa leitura defensiva. Gilberto, aos 33 anos, se apresenta de imediato no CT do Caju e será integrado ao grupo após exames e trâmites burocráticos. A expectativa interna é contar com o atleta nos próximos compromissos do Brasileirão e da Copa do Brasil, competições em que o Furacão busca regularidade.
Análise: impacto financeiro e técnico
A operação oferece ganhos claros às duas partes. O Bahia corta um vencimento robusto, equilibra orçamento e abre margem para investir em reposição mais alinhada ao estilo de jogo de Ceni. Já o Athletico reforça um setor carente sem comprometer o caixa, movimento que se encaixa na estratégia do clube de mesclar jovens formados em casa com atletas rodados.
Resta saber se Gilberto reencontrará o futebol que o levou à seleção olímpica anos atrás. Caso alcance nível próximo ao de seus melhores momentos, o Furacão pode ter solucionado uma carência crucial para brigar na parte de cima da tabela.
O que você acha? A saída de Gilberto foi benéfica para o Bahia ou o clube corre risco de ficar sem opções na lateral? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


