Saída de Ganso: Zubeldía despista e evita nova polêmica no Fluminense

Fluminense — O técnico Luis Zubeldía preferiu o silêncio ao ser pressionado sobre a possível despedida de Paulo Henrique Ganso, cujo vínculo com o clube se encerra ao fim da temporada e já conta com pedido de liberação para a próxima janela.

  • Em resumo: Zubeldía citou a nota oficial do Flu e garantiu que “vai chegar o momento de falar”.
  • Ganso, com 22 jogos e dois gols no ano, é alvo de cinco clubes da Série A.

Declaração mantém o suspense sobre o futuro do meia

Após a vitória tricolor por 3 a 1 sobre o Deportivo La Guaira, pela Libertadores, o treinador argentino foi direto ao ponto: não pretendia alimentar a novela pública em torno do camisa 10. Segundo ele, a posição oficial já estava registrada no comunicado divulgado pela diretoria — documento que confirma o desejo do atleta de buscar novos ares e a disponibilidade do clube para uma rescisão amigável.

O posicionamento pragmático de Zubeldía reforça a postura de blindagem adotada pelo Fluminense, que tenta manter o foco competitivo na temporada continental. A política de portas fechadas lembra a de outros elencos que, para não desviar a atenção em momentos decisivos, centralizam qualquer tratativa de mercado no departamento de futebol. A estratégia, comum em clubes que disputam a principal competição da Conmebol, evita ruídos externos e protege o ambiente interno.

“Acho que a nota diz tudo. Não vou comentar a hipótese de uma situação que não ocorreu. O comunicado é claro. Para quê declarar algo que não tem sentido? Estou aqui para outras coisas e já vai chegar o momento de falar“

A fala ilustra a preferência do treinador por discussões técnicas em vez de debates contratuais. Ao concentrar a entrevista no jogo — e não no futuro de Ganso —, ele reforça a hierarquia de prioridades no vestiário.

Meia perde espaço e vira alvo no mercado nacional

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Com apenas 708 minutos distribuídos em 22 partidas nesta temporada, Ganso deixou de figurar entre os titulares frequentes de Zubeldía. O declínio de minutos em campo, aliado ao fim próximo do contrato, despertou interesse imediato de São Paulo, Corinthians, Santos, Athletico-PR e Remo, todos monitorando a situação de perto.

Nenhum desses clubes, porém, formalizou proposta pública. Internamente, o entendimento é que a rescisão sem custos de transferência pode acelerar negociações, desde que haja acordo salarial compatível. Para o Fluminense, liberar o experiente armador significaria abrir espaço na folha e dar rodagem a jovens promissores oriundos de Xerém.

Análise: blindagem estratégica ou pressão contida?

A recusa de Zubeldía em aprofundar o tema sugere duas leituras complementares. Primeiro, o Fluminense evita alimentar especulações que possam desestabilizar o elenco durante a campanha na Libertadores. Segundo, o silêncio gera uma compressão momentânea da pressão midiática, mas tende a fazê-la explodir quando a janela abrir e as negociações se tornarem públicas.

Para o jogador, o cenário pode funcionar como trampolim: o mistério aumenta o apelo entre clubes carentes de criatividade no meio-campo. Já para a diretoria, o risco é ver o ativo sair sem retorno financeiro, repetindo episódios recentes em que atletas experientes deixaram o clube apenas com economia salarial como contrapartida.

O que você acha? A postura de Zubeldía ajuda ou atrapalha na resolução da novela envolvendo Ganso? Para acompanhar mais bastidores da Libertadores, acesse nossa cobertura completa.


Paulo dos Santos acompanha futebol desde criança, hábito que começou assistindo aos jogos com a família e se manteve ao longo dos anos. Com o tempo, passou a escrever sobre partidas, analisando escalações, desempenho dos times e os principais momentos de cada rodada. Na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre jogos nacionais e internacionais, sempre buscando explicar o que aconteceu em campo de forma simples e objetiva para o leitor.