Ronaldinho Gaúcho — O anúncio de que o craque integrará o projeto do Ravenna, da Série C italiana, sacudiu o noticiário internacional e reabriu a discussão sobre um possível retorno do ídolo aos gramados.
- Em resumo: Ronaldinho estará ligado ao Ravenna, mas somente em ações de marketing.
- A transmissão oficial das próximas ativações com o astro ficará por conta da Band.
Marketing acima das quatro linhas
Desde que o Ravenna confirmou a parceria, o clube abandonou o anonimato e passou a frequentar manchetes em vários países. A direção reconhece que a presença de Ronaldinho, mesmo sem chuteiras, cria valor de mercado imediato. Segundo dados divulgados pela UEFA, menções nas redes sociais de times menores costumam subir até 300% após anúncios com lendas do futebol.
O brasileiro, campeão de praticamente tudo que disputou, chega como “embaixador global” para eventos promocionais. A ideia é atrair patrocinadores, impulsionar vendas de camisas e tornar a equipe conhecida fora da Itália.
“Ronaldinho fará um evento de marketing conosco, mas não jogará no Ravenna na Série C na próxima temporada. Afinal, ele tem 46 anos”, afirmou Ariedo Braida.
A fala do vice-presidente encerra, ao menos por enquanto, qualquer chance de o ex-camisa 10 deixar a aposentadoria iniciada após sua última partida oficial, em 2015, pelo Fluminense. O próprio dirigente reforçou que a inscrição do atleta serve para habilitá-lo a partidas festivas, não ao calendário regular 2026/27.
Impacto imediato para o clube italiano
Em poucas horas, a simples associação ao “Bruxo” já fez o site oficial do Ravenna registrar picos inéditos de acessos. Entre os torcedores, a expectativa é de que amistosos, clínicas de futebol e lançamentos de produtos licenciados sejam a porta de entrada para receitas novas.
Análise: a aposta no ídolo como estratégia de crescimento
O movimento reforça uma tendência recente: times de divisões inferiores buscam nomes históricos para acelerar sua visibilidade, mesmo sem planos esportivos concretos. No curto prazo, o retorno financeiro costuma ser palpável; no médio, a incógnita é converter essa atenção em conquistas em campo.
No caso do Ravenna, a operação alia um ícone global a um mercado local ávido por novidades. Resta saber se a onda de entusiasmo sustentará investimentos que permitam brigar por acesso à Série B — objetivo nunca mencionado publicamente, mas inevitável quando a vitrine cresce.
O que você acha? Ronaldinho deveria voltar a atuar ou limitar-se ao papel de embaixador? Para acompanhar mais histórias do futebol europeu, acesse nossa cobertura completa.


