Romero rebate Paredes e sustenta anulação decisiva na Bombonera

Cruzeiro — Ainda sob o eco das arquibancadas da Bombonera, o capitão Lucas Romero devolveu a pressão do Boca Juniors e cravou que o árbitro acertou ao ignorar o pedido de pênalti nos acréscimos do confronto válido pela Libertadores.

  • Em resumo: Romero sustenta que o possível pênalti foi casual e sem motivo para revisão.
  • Volante também aponta toque de mão de Delgado no gol anulado do Boca, validando o VAR.

VAR freia festa argentina e acirra reclamações

O empate ganhou contornos dramáticos quando Miguel Merentiel balançou a rede aos 44 minutos do segundo tempo. A explosão xeneize durou pouco: o árbitro Jesús Valenzuela foi chamado ao monitor e ouviu da cabine que a bola desviara no braço de Milton Delgado. O gol caiu por terra, e o clima ferveu em Buenos Aires, alimentando debate sobre a arbitragem no torneio da Conmebol.

Logo depois, já nos acréscimos, um cruzamento encontrou o braço de Romero dentro da área. Dessa vez, o VAR permaneceu em silêncio. Os jogadores do Boca cercaram o juiz pedindo penalidade, mas a partida terminou sem nova análise em vídeo, gerando novas acusações de dois pesos e duas medidas.

“Tinha total tranquilidade, porque eu sabia que não ia ser pênalti, porque foi totalmente casual. E tinha a minha mão colada no corpo e, ao contrário, o segundo gol deles, eu na hora saí reclamando com o juiz. Você pode ver quando eles fazem o gol, a primeira coisa que eu faço é reclamar do juiz, que tinha batido na mão do Delgado, porque eu estou de frente na jogada e eu vi que foi o que acontece”.

A fala de Romero reforça a leitura de que o Cruzeiro se sentiu seguro quanto à legalidade do lance e, mais do que isso, enxergou coerência na anulação do gol rival, argumento usado pelo elenco para esfriar a tensão no gramado.

Paredes vê “jogada mais clara” e critica decisão

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Pelo lado argentino, a versão é oposta. Leandro Paredes, capitão do Boca, reclamou publicamente da ausência de revisão na última bola. O meia reforçou a percepção de perseguição do clube com o histórico de decisões desfavoráveis na atual edição da Libertadores.

“A última jogada foi a mais clara de todas. É estranho que nem sequer foi ver (no VAR). Não é a primeira vez que isso acontece. Na casa do Cruzeiro aconteceu a mesma coisa, quando expulsaram o Bareiro e não foi falta em nenhuma das duas jogadas.”

A declaração trouxe à tona lembranças do duelo anterior entre as equipes, em Belo Horizonte, aumentando o tom de desconfiança sobre o critério adotado pelos árbitros em lances capitais.

Análise: pressão psicológica e gestão do caos

Os episódios ilustram como a Libertadores segue sendo palco onde a influência emocional pode virar vantagem. A convicção exibida por Romero, de imediato após o apito final, sustentou a narrativa celeste de que a arbitragem foi correta, enquanto o Boca adotou discurso de vítima para mobilizar a torcida e blindar o elenco.

Nesse jogo de versões, o Cruzeiro sai fortalecido por mostrar frieza em um ambiente reconhecidamente hostil, fator que costuma pesar na campanha de quem almeja avançar na fase de grupos.

O que você acha? A arbitragem acertou ao não marcar pênalti sobre Lucas Romero? Para acompanhar tudo da competição, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.