Roger Machado — Livre no mercado depois de encerrar sua passagem pelo São Paulo, o treinador analisa o futuro com calma e deixa claro que seu foco imediato é assumir um projeto fora do país.
- Em resumo: Contato da Chapecoense não avançou porque o técnico prioriza propostas internacionais.
- México e mundo árabe já sondaram o treinador, que avalia retomar a carreira apenas após breve pausa com a família.
Prioridade é trabalhar fora do Brasil
Após a última partida comandando o São Paulo, Roger avisou a empresários e interlocutores que seu próximo passo deve ser no exterior. Clubes do México e de ligas do mundo árabe iniciaram conversas preliminares para conhecer as condições exigidas pelo técnico.
O gaúcho de 51 anos vê nas competições internacionais um ambiente fértil para aplicar métodos que estuda há anos, incluindo tendências táticas observadas em cursos da UEFA e modelos de gestão cada vez mais usados em grandes centros. Segundo pessoas próximas, ele quer “internacionalizar a carreira” antes de considerar um retorno ao calendário doméstico regido pela Confederação Brasileira de Futebol.
Fluente em inglês, Roger tem aproveitado o período pós-demissão para imersões em análise de desempenho e visita a clubes europeus. A estratégia reforça a ideia de render a curto prazo em campeonatos com calendário menos desgastante que o brasileiro e com poder de investimento superior.
Currículo robusto atrai sondagens
Desde que iniciou a carreira em 2014, Roger acumulou passagens por Grêmio, Atlético-MG, Palmeiras, Bahia, Fluminense, Juventude, Internacional e o próprio São Paulo. O título estadual conquistado pelo Colorado em 2025, aliado a sequências de invencibilidade em diferentes clubes, sustenta sua reputação de organizador de equipes e desenvolvedor de jovens talentos.
No Morumbi, apesar da saída recente, os bastidores indicam que ele deixou boa impressão no dia a dia de treino, fator que repercutiu entre executivos estrangeiros. As primeiras sondagens, porém, esbarraram na exigência de projeto a longo prazo — condição que afasta a possibilidade de uma volta rápida ao Brasil e, por consequência, a investida da Chapecoense.
Dirigentes do Verdão do Oeste tentaram entender as pretensões salariais e o plano de jogo do treinador, mas foram informados de que ele dará preferência a mercados de maior visibilidade global. A conversa terminou de forma amistosa, porém sem perspectiva de reabertura.
O que você acha? Roger acerta ao adiar o retorno ao futebol brasileiro em busca de um desafio internacional? Para ler mais sobre bastidores de técnicos e clubes, visite nossa editoria do Brasileirão.

