Rivalidade com Argentina barra árbitro brasileiro da final da Copa

Copa do Mundo — A classificação da Argentina para a grande decisão fez a FIFA descartar o brasileiro Wilton Pereira Sampaio da final e reordenar a escala de árbitros para os últimos compromissos do torneio.

  • Em resumo: Rivalidade Brasil x Argentina leva FIFA a excluir Wilton da final.
  • Brasileiro vira favorito para comandar França x Inglaterra na disputa do 3º lugar.

FIFA evita polêmica ao retirar sul-americano da decisão

Segundo apuração do UOL Esporte, a presença da Argentina na final motivou a entidade máxima do futebol a afastar qualquer árbitro sul-americano do jogo que valerá o título. A movimentação busca reduzir debates sobre parcialidade e garantir tranquilidade no palco mais visto do planeta.

Internamente, Wilton era um dos três nomes cotados para comandar a decisão, ao lado do polonês Szymon Marciniak e do esloveno Slavko Vincic. Com o veto regional, resta apenas a dupla europeia na corrida pela partida que colocará Espanha e Argentina frente a frente no próximo domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos. O protocolo segue a linha adotada em outras edições do torneio e consta no próprio regulamento da entidade.

Apesar da rivalidade entre Brasil e Argentina, o árbitro tem a confiança da FIFA e é totalmente imparcial, ele está na Copa do Mundo pelo trabalho realizado e o reconhecimento da entidade. Portanto, poderia ter mais uma chance de provar sua imparcialidade no confronto.

A avaliação, presente no material original, reflete o entendimento de que o brasileiro exibe desempenho técnico sólido na competição. Ainda assim, a percepção pública sobre a histórica rivalidade sul-americana falou mais alto nos bastidores.

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Com a saída da disputa pela final, Wilton passa a ser visto como a principal opção para o embate que definirá o terceiro colocado. França e Inglaterra medirão forças neste sábado (16), às 18h, em Miami, e a experiência do goiano em partidas de alto risco pesa a favor.

O currículo do árbitro nesta edição inclui três jogos: a abertura entre México e África do Sul, o duelo de fase de grupos entre Noruega e Senegal e o confronto eliminatório de 16 avos de final entre Holanda e Marrocos. Em todas as ocasiões, a FIFA elogiou a aplicação do VAR e o controle disciplinar exercido pelo brasileiro.

Análise: bastidores influenciam decisões de arbitragem

A exclusão de Wilton da final ilustra como conflitos históricos entre seleções ultrapassam o campo esportivo e alcançam a esfera administrativa. Ao priorizar árbitros de outros continentes, a FIFA tenta blindar a partida de questionamentos pré-jogo, mesmo quando tais suspeitas carecem de base técnica.

Para os profissionais de arbitragem, a situação serve de alerta: desempenho consistente é necessário, mas não suficiente. Questões geopolíticas, pressão de federações e receio de repercussão midiática seguem determinantes na escolha do apito para jogos de máxima exposição.

O que você acha? A FIFA acertou ao afastar Wilton da final ou cedeu a pressões externas? Para acompanhar todas as notícias e bastidores do torneio, acesse nossa cobertura completa.


Paulo dos Santos acompanha futebol desde criança, hábito que começou assistindo aos jogos com a família e se manteve ao longo dos anos. Com o tempo, passou a escrever sobre partidas, analisando escalações, desempenho dos times e os principais momentos de cada rodada. Na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre jogos nacionais e internacionais, sempre buscando explicar o que aconteceu em campo de forma simples e objetiva para o leitor.