Junior Cigano — Ex-campeão dos pesados voltou a falar em grande estilo ao admitir que a possibilidade de reencontrar Francis Ngannou, agora na MVP MMA, devolveu-lhe a chama competitiva que parecia apagada desde sua saída do UFC.
- Em resumo: Cigano diz que a simples chance de revanche “trouxe empolgação enorme” e o fez aceitar lutar no evento de 16 de maio.
Novo palco, velha rivalidade
Derrotado por Ngannou em 2019, o brasileiro nunca pensou que teria outra oportunidade de enfrentá-lo. O convite para o card “Rousey vs. Carano”, em Los Angeles, mudou o jogo: ambos estão na mesma organização e a revanche deixou de ser sonho distante para virar tema de reunião com promotores. Em entrevista, Cigano explicou que este foi o principal gatilho para assinar com a MVP MMA, liga que tenta se firmar como alternativa ao UFC e já atrai atenção da mídia internacional especializada.
Mais do que a bolsa, o baiano quer escrever um novo capítulo contra o homem que o nocauteou em pouco mais de um minuto. Ele garante estar motivado como nos tempos de cinturão.
“Eu nem considerava mais que uma revanche contra o Francis Ngannou […] pudesse acontecer novamente. E, de repente, surgiu diante de mim a oportunidade.”
Fase madura e sem pressão
Aos 40 anos, Cigano afirma ter deixado para trás a autocrítica exagerada que o consumia nos grandes palcos. Segundo ele, a experiência lhe ensinou a “entrar para se divertir” sem travar batalhas internas antes do gongo.
Essa mentalidade renovada, aliada ao desejo de ajustar contas com o camaronês, coloca o possível duelo no topo de sua lista de objetivos antes da aposentadoria. Para que o plano avance, o brasileiro sabe que precisa primeiro vencer Robelis Despaigne, confronto marcado para o mesmo card.
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