São Paulo — Na volta confirmada na última sexta-feira, Dorival Júnior reencontra um elenco profundamente diferente daquele que deixou em dezembro de 2023, quando encerrou sua passagem campeã com triunfo sobre o Flamengo.
- Em resumo: Apenas quatro titulares daquela despedida permanecem no elenco.
- Retorno acontece após demissão do treinador no Corinthians e abre nova fase no Tricolor.
Vitória sobre o Flamengo marcou a despedida
Dorival encerrou seu primeiro ciclo no Morumbis em 6 de dezembro com vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo. O gol solitário de Luciano fechou o ano em clima de festa e coroou a campanha que garantiu o inédito título da Copa do Brasil meses antes. Naquela noite, o São Paulo alinhou com Rafael; Nathan, Arboleda, Beraldo e Welington; Alisson, Pablo Maia, Wellington Rato e Luciano; Caio Matheus e Juan.
Ao apito final, a sensação era de missão cumprida. Dias depois, Dorival aceitaria o convite para assumir a Seleção Brasileira, deixando o cargo que agora volta a ocupar. Segundo o site oficial da CBF, o treinador seguiu valorizado no mercado mesmo após a passagem relâmpago pelo Corinthians, clube onde acabou demitido no início deste ano.
O reencontro, portanto, vem carregado de simbolismo: o técnico retorna ao palco do título mais importante do clube na década, mas com um elenco quase inteiramente remodelado.
Quatro remanescentes e um problema de bastidores
Dos 11 titulares utilizados naquela despedida, apenas Rafael, Arboleda, Pablo Maia e Luciano continuam no Tricolor. O número revela o tamanho da reformulação que o clube promoveu em menos de dois anos, seja por vendas, empréstimos ou término de contratos.
A situação de Arboleda, porém, adiciona complexidade ao cenário. O zagueiro está afastado do elenco principal por questões internas não ligadas diretamente ao ex-treinador Roger Machado, mas relacionadas a conflitos com o clube. Assim, embora tecnicamente disponível, sua reintegração depende de resolução fora das quatro linhas.
No segundo tempo daquele jogo contra o Flamengo, Dorival também utilizou Diego Costa, Talles Costa, William Gomes, Erison e Patryck Lanza. Hoje, nenhum deles figura entre as primeiras opções, reforçando a ideia de que o treinador terá de redesenhar completamente suas estruturas táticas.
Análise: reconstrução acelerada no Morumbis
O caso Arboleda expõe um ponto sensível: gestão de vestiário. Dorival chega com moral elevado pelo título de 2023, mas encontra um grupo repleto de novas peças e necessidades distintas. Se, por um lado, a memória afetiva do torcedor joga a seu favor, por outro, a ausência de continuidade obriga soluções rápidas para encaixar características individuais e coletivas.
Outra variável é a expectativa criada pela temporada histórica. A torcida associa Dorival à conquista da Copa do Brasil e, naturalmente, projeta novos troféus. A pressão esportiva, combinada a um elenco em construção, torna a tarefa do treinador mais espinhosa do que em sua primeira passagem.
Mesmo com todas as incertezas, o contexto recente sugere que o São Paulo aposta em repetir a fórmula que deu certo em 2023. Para acompanhar outras histórias do Tricolor no Brasileirão, acesse a editoria dedicada em nossa cobertura especial.
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