Rescisões de R$49 mi viram alívio de caixa e mudam rota do Grêmio

Grêmio — Em meio à pressão por resultados e equilíbrio nas contas, o clube gaúcho oficializou a saída de oito atletas fora dos planos, aceitando pagar R$ 49 milhões em acordos de rescisão para, na sequência, enxugar a folha salarial e abrir espaço para novos investimentos.

  • Em resumo: pagamento pesado agora deve gerar economia estimada em R$ 46 milhões até o fim dos contratos.
  • Entre os desligados estão Edenilson, Tiago Volpi, Jemerson e Gustavo Cuéllar, nomes de alto custo mensal.

Corte de gastos promete folga imediata

De acordo com levantamento interno, manter todos os vínculos até o término original acarretaria despesa de aproximadamente R$ 95 milhões, valor que o Grêmio já considera inviável para o atual orçamento do futebol. A solução encontrada foi negociar a saída consensual de peças que perderam espaço técnico, reduzindo encargos trabalhistas, direitos de imagem e salários elevados.

A diretoria entende que a conta fecha mesmo com o desembolso inicial: o impacto líquido positivo, calculado em R$ 46 milhões, permitirá realocar recursos em reforços pontuais e na quitação de compromissos com fornecedores. A estratégia segue a orientação da Confederação Brasileira de Futebol sobre responsabilidade financeira — diretriz detalhada no portal oficial da CBF.

Lista de saídas mexe na estrutura do elenco

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Edenilson, Tiago Volpi, Jemerson, Lucas Esteves, Felipe Carballo, Gustavo Cuéllar, Lucas Mila e Franco Cristaldo formam o grupo liberado. Destes, Cuéllar gerou o acordo mais caro: R$ 15 milhões, sem concessões pelo lado do volante. No movimento oposto, o zagueiro Rodrigo Ely aceitou rescindir sem custos, aliviando ainda mais a contabilidade gremista.

A dispensa coletiva atende ao plano do presidente Odorico Roman de entregar um plantel mais enxuto, capaz de manter competitividade sem comprometer o fluxo de caixa. Internamente, o discurso é de “requalificação” do grupo, com espaço para jovens formados na base e contratações de impacto controlado.

Análise: eficiência financeira versus risco esportivo

Do ponto de vista contábil, a manobra devolve fôlego ao departamento de futebol em meio à escalada dos custos de mercado. A economia projetada praticamente cobre uma folha mensal de alto nível, criando margem para investimentos planejados. No entanto, a execução esportiva deste plano depende da reposição rápida de peças-chaves, já que vários dos desligados atuavam em posições sensíveis do esquema tático.

Se o Grêmio transformar o ganho financeiro em contratações acertadas, o clube poderá pavimentar temporada menos turbulenta e, de quebra, reforçar sua imagem de gestão responsável. Caso contrário, a torcida pode enxergar a medida apenas como contenção de gastos sem retorno no campo.

O que você acha? A saída de oito jogadores e o corte de R$ 46 milhões na folha tornarão o Grêmio mais competitivo ou representam risco esportivo? Para acompanhar todas as movimentações do clube, acesse nossa cobertura completa.


Julia Caroline começou a escrever sobre futebol ainda na escola, quando comentava jogos e dividia opiniões em blogs e redes sociais. O interesse virou rotina, e ela passou a acompanhar partidas diariamente, sempre atenta aos detalhes que fazem diferença para o torcedor. Hoje, na Tribuna Futebol, escreve sobre jogos do dia, horários, escalações e onde assistir, com uma linguagem direta e fácil de acompanhar. Torcedora do Flamengo, raramente perde uma rodada importante do futebol brasileiro.