Palmeiras — A presença de nove atletas alviverdes na Copa do Mundo de 2026 já garante ao clube paulista uma receita estimada em US$ 1,7 milhão apenas até o fim da fase de grupos, valor que deixa o Verdão à frente de rivais como o Grêmio nos repasses da Fifa.
- Em resumo: Weverton rende 70% da cota diária ao Palmeiras, enquanto o Grêmio fica com 30%.
- Somando todos os convocados, o Verdão ultrapassa R$ 8,5 mi antes mesmo do mata-mata.
Regra dos 24 meses muda o jogo financeiro
A Federação Internacional de Futebol adotou para 2026 um critério que considera os 24 meses anteriores ao Mundial para calcular quanto cada clube receberá por dia de atleta convocado. O valor manteve-se em US$ 11 mil diários, mas agora pode ser fracionado entre todas as equipes que tiveram contrato ativo com o jogador nesse período.
Com isso, casos como o do goleiro Weverton chamam atenção. O atleta esteve vinculado ao Palmeiras em 19 dos 24 meses avaliados; logo, 70% da cota diária será creditada ao clube paulista, enquanto 30% irão para o Grêmio, por onde ele também passou dentro da janela considerada pela entidade.
Segundo o regulamento publicado pela Fifa, o benefício começa a contar a partir de 1.º de junho de 2026 e segue até o dia posterior à eliminação da respectiva seleção, o que pode elevar ainda mais a bolada caso o Brasil avance no torneio.
Endrick, Martínez e companhia ampliam o ganho alviverde
Não é apenas Weverton que engorda o cofre do Palmeiras. Entre os nomes mais badalados está Endrick, que renderá 18% da cota diária devido à curta duração de seu primeiro contrato profissional. Já os estrangeiros Gómez, Piquerez, López e Maurício entregarão 100% da taxa, pois estiveram durante toda a janela observada em São Paulo.
Completam a lista Martínez (64%), Sosa (48%) e Arias (26%), percentuais que, quando somados, asseguram o montante de US$ 1,7 milhão — aproximadamente R$ 8,5 milhões na cotação atual — já contabilizado antes do mata-mata. Para um clube que investe pesado na formação e na manutenção de elenco, esse retorno mostra como a política de contratações e de base gera dividendos além das quatro linhas.
Nesse cenário, o Grêmio precisará contar com desempenhos prolongados de seus próprios representantes para se aproximar do valor palmeirense, já que os 30% sobre Weverton equivalem a pouco mais de um terço da verba destinada ao Verdão.
O que você acha? O modelo de repartição usado pela Fifa faz justiça aos clubes formadores ou ainda privilegia os gigantes? Para acompanhar todas as novidades do Mundial de 2026, acesse nossa cobertura completa.

