Regra da FIFA obriga seleção do México a devolver relógios de luxo

México — A seleção nacional viveu um constrangimento inusitado após receber e, poucas horas depois, devolver relógios Rolex de alto valor oferecidos por um influenciador que lucrou com aposta na Copa do Mundo.

  • Em resumo: Rolex avaliados em até US$ 70 mil violavam o Código de Ética da FIFA e tiveram de ser devolvidos.
  • Influenciador entrou no centro de treinamento para entregar os presentes e gerou críticas sobre acesso privilegiado.

Código de Ética corta presente milionário

O influenciador Steve Willdoit decidiu recompensar jogadores e membros da comissão técnica mexicana após embolsar cerca de US$ 1 milhão com a vitória sobre o Equador. Munido de uma mala repleta de relógios de luxo, ele distribuiu as peças avaliadas entre US$ 30 mil e US$ 70 mil cada. Poucas horas depois, a festa deu lugar ao alerta: o artigo 20 do Código de Ética da FIFA prevê sanções a qualquer tipo de brinde não autorizado, seja para atletas, árbitros ou dirigentes.

Temendo multas ou punições esportivas, a Federação Mexicana de Futebol anunciou a devolução imediata de todos os itens. A entidade reforçou que a iniciativa do influenciador, embora bem-intencionada, esbarrava frontalmente nas regras de integridade mantidas pela organização global.

“em ‘comum acordo, nossos jogadores decidiram devolver ao criador de conteúdo, @stevewilldoit, os relógios que, por iniciativa própria, ele lhes havia dado de presente.”

Com essa nota oficial, a Federação buscou dissipar qualquer suspeita de favorecimento indevido e demonstrar alinhamento às normas que regem competições internacionais.

Acesso ao centro de treinamento vira alvo de críticas

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A entrega ocorreu na sexta-feira, no Centro de Alto Rendimento (CAR), na Cidade do México. Nas redes sociais, imagens do momento viralizaram e abriram debate sobre a facilidade com que o criador de conteúdo circulou pelo local reservado à preparação para a Copa. Muitos torcedores questionaram se a exposição comprometeria a concentração de um grupo que, nos últimos ciclos, tem enfrentado pressão por resultados consistentes.

Análise: influência e risco reputacional

A tentativa de agrado revelou um ponto sensível do futebol contemporâneo: o crescimento do poder de influenciadores e casas de apostas na rotina das seleções. Embora não haja indícios de má-fé, a entrega escancarou brechas de acesso que podem gerar conflitos de interesse ou suspeitas de manipulação. A resposta imediata da Federação Mexicana indica preocupação em blindar a imagem do time às vésperas de um mata-mata contra a Inglaterra.

Para a FIFA, o episódio também reforça a necessidade de fiscalização constante. Presentes vultosos, ainda que simbólicos, podem minar a credibilidade da competição se não forem coibidos com rigor.

O que você acha? Presentes luxuosos devem ser sempre proibidos ou caberia exceção para casos comemorativos? Para acompanhar mais histórias da Copa, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.