Flamengo — A sequência de atuações irregulares de Lucas Paquetá aumentou o tom das cobranças na Gávea, mesmo com o meia assegurado na lista final da Seleção Brasileira para a próxima Copa do Mundo.
- Em resumo: Torcida questiona o retorno técnico sobre o investimento de €42 mi.
- Convocação de Carlo Ancelotti mantém o status do jogador na Seleção.
Torcida quer mais protagonismo em jogos grandes
O termômetro da insatisfação subiu após o clássico contra o Palmeiras. Paquetá começou bem, mas desperdiçou duas chances claras — a última, frente a frente com o goleiro Carlos Miguel, inflamou as redes sociais rubro-negras. Para parte da arquibancada, quem chega por cifras que superam a casa dos 40 milhões de euros precisa decidir partidas que valem título ou liderança.
Além do investimento, pesa a identificação preexistente do atleta com o clube: criado na base, Paquetá voltou como símbolo de um projeto que pretende reconquistar a América. Quando o desempenho não corresponde à expectativa, o torcedor se sente à vontade para cobrar publicamente o ídolo que ajudou a revelar.
Convocação reforça prestígio sob o comando de Ancelotti
Se no Rio o debate gira em torno de eficiência, no ambiente da Seleção a confiança permanece intacta. Carlo Ancelotti confirmou o camisa 20 na lista definitiva para o Mundial que ocorrerá em Canadá, Estados Unidos e México. O treinador italiano incluiu outros seis atletas que atuam em solo brasileiro, número que não se via desde 2002, reforçando a ideia de mercado interno valorizado.
Segundo dados divulgados pela Fifa, a presença de jogadores de clubes locais costuma ampliar o engajamento da torcida nacional durante o torneio. Paquetá, portanto, carrega dupla responsabilidade: corresponder no Flamengo e justificar a escolha do técnico em plena vitrine global.
Queda física expõe limite do rendimento rubro-negro
O roteiro do clássico com o Palmeiras ilustra a oscilação do meia. Enquanto o time esteve em igualdade numérica, Paquetá conduziu transições, triangulou pelos lados e invadiu a área rival. Após a expulsão de um companheiro, recuou, assumiu funções defensivas e perdeu influência ofensiva, cenário agravado pelo desgaste físico na reta final. Ainda assim, a folha estatística da temporada exibe 23 partidas e sete gols, números respeitáveis mas insuficientes para blindar o atleta de críticas.
Análise: expectativa versus entrega
A pressão sobre Lucas Paquetá encaixa-se no padrão vivido por reforços de alto custo que retornam ao país com selo internacional. No caso do Flamengo, a régua sobe ainda mais: títulos recentes criaram uma cultura de excelência imediata. Quando o craque demora a decidir, o torcedor recorre ao investimento milionário como argumento para exigir regularidade.
Ao mesmo tempo, a convocação para a Copa adiciona uma camada de complexidade. Se Paquetá render abaixo do esperado, inevitavelmente surgirá o debate sobre meritocracia na Seleção. Caso brilhe no Mundial, o Flamengo será cobrado por não ter extraído o mesmo nível de performance.
O que você acha? Paquetá conseguirá transformar a pressão em protagonismo antes da Copa ou a torcida manterá o tom crítico? Para acompanhar mais análises sobre a Seleção, acesse nossa cobertura completa.

