Cabo Verde — O presidente cabo-verdiano José Maria Neves revelou o desejo de ver o técnico Abel Ferreira comandando a seleção nacional e admitiu que divide a torcida entre Palmeiras e Flamengo, evidenciando sua profunda ligação com o futebol brasileiro.
- Em resumo: Neves avalia que o perfil vencedor de Abel poderia revolucionar os “Tubarões Azuis”.
- Chefe de Estado confessa simpatia por Palmeiras e Flamengo, clubes que marcaram sua juventude no Brasil.
Ligação afetiva com o Brasil moldou a paixão por futebol
O mandatário explicou que parte de sua formação ocorreu em solo brasileiro, o que explica a empatia tanto com o esporte nacional quanto com dois de seus gigantes. Essa vivência, segundo ele, ultrapassa a diplomacia e influencia até as preferências clubísticas.
“Passei bons anos da juventude no Brasil. O país é, sem dúvida, minha segunda pátria”.
A declaração escancara como experiências pessoais podem impactar a agenda pública: o laço cultural com o Brasil orienta até mesmo a forma de o presidente enxergar o desenvolvimento esportivo de Cabo Verde.
Nesse contexto, o líder celebrou a presença inédita dos cabo-verdianos na próxima edição da Copa do Mundo e se mostrou confiante, apesar do duelo de estreia contra a Espanha. Para Neves, apenas participar já representa “uma vitória enorme” e abre portas para novos investimentos no futebol local, meta que ele pretende acelerar com nomes de peso no comando técnico.
Ambição de elevar Cabo Verde com um treinador campeão
A principal aposta do presidente para dar esse salto atende pelo nome de Abel Ferreira. Atual bicampeão da Libertadores pelo Palmeiras, o português é visto por Neves como o perfil ideal para impulsionar a competitividade dos “Tubarões Azuis” em torneios internacionais, incluindo o Mundial organizado pela FIFA.
“Conheço o sucesso dele e do Palmeiras. Se um dia pudermos ter alguém com a dimensão de Abel Ferreira, seria muito positivo para nós”.
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Ao exaltar o currículo do treinador, Neves sinaliza que Cabo Verde está disposto a investir em know-how estrangeiro para acelerar seu crescimento. A escolha por um técnico que domina o futebol sul-americano e já venceu títulos expressivos reforça a estratégia de atingir outro patamar competitivo.
Além do interesse em Abel, o presidente garantiu que, caso seu país cruze o caminho da Seleção Brasileira, não faltará coragem. “Que vença o melhor”, afirmou, reforçando a confiança numa equipe que vem conquistando protagonismo em território africano.
Até lá, Neves pretende usar a vitrine mundial para estreitar parcerias esportivas e atrair talentos da diáspora, aproveitando o interesse crescente em torno de Cabo Verde — e a afinidade cultural com o Brasil — para fortalecer categorias de base e infraestrutura.
O que você acha? Abel Ferreira aceitaria liderar um projeto inédito na África? Para acompanhar mais bastidores da Copa, acesse nossa cobertura completa.


