Polêmica interna expõe Cherki e gera alerta na França

França — Bastidores conturbados vieram à tona após a campanha que terminou em quarto lugar na Copa do Mundo de 2026, com Rayan Cherki no centro de críticas pelo seu comportamento durante o torneio.

  • Em resumo: colegas e comissão apontam “atitudes lamentáveis” do meia durante a competição.
  • Atuação discreta: zero gols ou assistências em sete jogos, seis deles saindo do banco.

Reserva incômoda e treinos contestados

A frustração de Cherki começou já nas primeiras partidas. Mesmo depois de temporada destacada no Manchester City, o camisa 22 passou a maior parte do Mundial no banco, entrando apenas no decorrer de seis confrontos. Quando finalmente ganhou chance entre os titulares, contra a Inglaterra, saiu no intervalo após desempenho aquém do esperado.

Segundo o jornalista Romain Molina, membros da delegação relatam que o jogador se mostrava abatido, pouco empenhado nos treinos e propenso a criticar abertamente colegas. A tensão se agravou após a eliminação na semifinal diante da Espanha e estourou no vestiário na disputa do terceiro lugar, perdida para os ingleses por 4 a 0 no primeiro tempo.

Estatísticas publicadas no portal oficial da Fifa confirmam a queda coletiva: apesar do favoritismo, a equipe não balançou as redes em momentos decisivos e sofreu oito gols nos dois jogos finais.

Derrota dura culmina em troca de técnico

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Didier Deschamps, que promoveu três substituições no intervalo contra a Inglaterra — uma delas a saída de Cherki —, não resistiu à pressão interna e à decepção nacional. A Federação Francesa comunicou que anunciará um novo treinador antes do próximo compromisso, contra a Turquia, em 25 de setembro, partida válida pela Liga das Nações.

Até lá, a diretoria pretende esfriar a crise e avaliar a conduta de atletas que, como Cherki, chegaram ao Catar com status de protagonistas, mas terminaram o torneio sob questionamentos sobre profissionalismo e espírito de grupo.

Análise: ego e gestão de vestiário em xeque

A seleção francesa convive historicamente com elencos repletos de estrelas, e a convivência de personalidades fortes costuma ser um desafio adicional em ciclos de Copa. O caso de Cherki reabre o debate sobre a necessidade de líderes técnicos que também atuem como pacificadores fora de campo.

Com a Liga das Nações no horizonte e um novo comando à vista, a forma como o grupo responderá a essas turbulências pode definir o tom do ciclo até a próxima Copa. A gestão de egos, mais do que o talento individual, parece ser a prioridade imediata da federação.

O que você acha? As críticas a Cherki representam um ponto fora da curva ou um sinal de problemas mais profundos na França? Para acompanhar mais análises sobre Copa do Mundo, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.