Fluminense — A derrota por 1 a 0 para o Mirassol, na 17ª rodada do Campeonato Brasileiro, ganhou tons de inconformismo no elenco tricolor. O pênalti marcado em Samuel Xavier e cancelado após checagem do vídeo virou o centro de uma controvérsia que potencializou as críticas ao rendimento ofensivo do time.
- Em resumo: Jemmes afirma que o VAR mudou o rumo do jogo ao anular o pênalti em Samuel Xavier.
- A nova derrota reforça cobranças sobre a criatividade do ataque e a sequência instável no Brasileirão.
Revisão de vídeo provoca revolta tricolor
O lance capital surgiu ainda na primeira etapa, quando Samuel Xavier recebeu contato de Reinaldo dentro da área. O árbitro apontou a marca da cal, mas a decisão foi revista e posteriormente anulada, irritando jogadores e comissão técnica. Segundo a tabela oficial do Brasileirão, o duelo marcava confronto direto de meio de classificação, o que elevou a temperatura da disputa.
No gramado, o Fluminense encontrava pouca infiltração no bloqueio paulista e via o tempo correr sem grandes oportunidades. O gol solitário do Mirassol, construído em contra-ataque, acentuou a sensação de que a arbitragem pesara no resultado.
“Claramente teve o puxão do Reinaldo, aí o VAR quer interferir, ele quer ver o impacto sendo que ele não tava dentro de campo”
A crítica do zagueiro Jemmes, concedida ao canal Jornada 1902, escancara o desconforto do elenco com o recurso eletrônico. Para o defensor, o vídeo acabou assumindo protagonismo indevido e retirou do Fluminense a chance de abrir o placar em um momento crucial.
Ataque em baixa amplia pressão interna
A polêmica com a arbitragem não esconde um problema recorrente: a dificuldade de criação. Mesmo antes da marcação cancelada, o Tricolor tinha poucas trocas de passes perto da área rival e raramente ameaçava o goleiro adversário. Ao apito final, a frustração da torcida misturava indignação com o VAR e apreensão pela falta de repertório ofensivo.
Os últimos compromissos mostram um padrão preocupante. Quando sofre o primeiro gol, a equipe se vê forçada a correr riscos, mas nem sempre encontra equilíbrio para reagir. Foi assim fora de casa, quando a busca pelo empate expôs espaços e permitiu ao Mirassol administrar a vantagem até o apito final.
Análise: arbitragem ou rendimento — onde está o foco?
As reclamações de Jemmes e companhia são legítimas em um cenário de lance interpretativo. No entanto, ao centrar o debate exclusivamente no VAR, o Fluminense corre o risco de ignorar fragilidades táticas que o acompanham nas últimas rodadas. O baixo volume de finalizações, a construção lenta pelas laterais e a dificuldade de penetração contra linhas fechadas se repetem, independentemente de polêmica de arbitragem.
Para evitar que a insatisfação cresça — dentro e fora de campo —, a comissão técnica precisa oferecer respostas concretas já no próximo compromisso. A temporada ainda reserva confrontos diretos que podem redefinir objetivos no Brasileiro, mas sem evolução ofensiva o time continuará suscetível a tropeços que nem sempre poderão ser atribuídos ao apito.
O que você acha? A anulação do pênalti foi determinante ou o problema maior está no ataque tricolor? Para acompanhar mais análises do campeonato, acesse nossa cobertura completa.

