TOYOTA GAZOO Racing — Uma inesperada troca de pneus a poucas especiais do fim mudou o roteiro do Rally de Portugal e garantiu à equipe japonesa um pódio duplo na etapa transmitida pela Record.
- Em resumo: falha nos pneus de Ogier e Pajari abriu caminho para Solberg (2º) e Evans (3º).
Dramas nos quilômetros finais abrem espaço para virada
Sébastien Ogier liderava com 17,3 segundos de vantagem quando, na segunda passagem por Vieira do Minho, precisou parar para trocar roda e pneu. O atraso de dois minutos tirou a vitória que ampliaria o recorde pessoal no evento. Minutos depois, o mesmo destino alcançou Sami Pajari, também forçado a um pit improvisado e fora do pódio.
A partir daí, Oliver Solberg e Elfyn Evans herdaram as posições de honra. A dupla não apenas subiu ao pódio geral como ainda cravou primeiro e segundo lugares no Super Sunday, somando pontos extras que impulsionam a Toyota na luta pelo Mundial. De acordo com o balanço publicado pela ESPN Brasil, Evans passou a liderar o campeonato com 12 pontos de margem.
“Nunca é bom perder a vitória em um rali tão perto do final, mas nos beneficiamos de uma situação semelhante na Croácia este ano e agora estávamos do outro lado. Isso é o rali, nunca acaba até que realmente acabe.”
Consequências na tabela e olho no Japão
Com os resultados, Evans e Scott Martin ampliam a vantagem na classificação de pilotos, enquanto Solberg e Elliott Edmondson sobem para o terceiro posto, 31 pontos atrás. Já Ogier se contenta com o sexto lugar, prova de como a imprevisibilidade do cascalho português ainda dita o ritmo do WRC.
O chefe Juha Kankkunen comemorou a força coletiva ao mesmo tempo em que projetou a próxima parada: o Rally do Japão. A etapa asiática será decisiva para confirmar se a estratégia de gestão de pneus — vilã em Portugal — se tornará aliada na reta final da temporada.
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