Vasco — A goleada sobre o Barracas Central manteve o time vivo na Sul-Americana, mas o assunto que dominou São Januário foi a cobrança desperdiçada por Brenner e a defesa enfática do técnico Renato Gaúcho em favor do atacante.
- Em resumo: Renato justificou o pênalti como parte de um plano para recuperar Brenner.
- A vitória garantiu os cruz-maltinos no playoff que vale vaga nas oitavas da Sul-Americana.
Treinador aposta em recuperação psicológica
Logo após a partida, o comandante cruz-maltino reforçou que a decisão de escalar Brenner na marca da cal foi pensada para devolver confiança ao atleta, que ainda não deslanchou desde a chegada a São Januário. Em sua explicação, Renato citou o contexto do placar já definido e comparou a situação a episódios vividos por outros atacantes da liga sul-americana, lembrando que só erra quem tem coragem de se apresentar. A lógica, segundo ele, é simples: quanto mais cedo o camisa 9 voltar a marcar, mais rápido o Vasco ganhará alternativas ofensivas para a sequência da temporada continental organizada pela Conmebol.
O técnico também destacou o apoio das arquibancadas, que pediram o nome de Brenner antes da cobrança. Para Renato, o gesto do torcedor mostra que ainda há lastro de paciência com o jogador, o que facilita o trabalho de reconstruir a autoconfiança do atacante.
“O Brenner, a gente precisa recuperar ele. É bom garoto, garoto que trabalha, não chegou à toa no grupo do Vasco. Tudo é confiança. Então hoje o jogo estava definido. Por que ele bateu o pênalti? Justamente pra ele readquirir essa confiança”
A fala deixa claro que o staff vascaíno enxerga a noite contra o Barracas mais como laboratório emocional do que como risco esportivo. Com 3 x 0 já no placar, a comissão viu espaço para um gesto de gestão de elenco que, se bem-sucedido, pode render dividendos nas fases decisivas da competição.
Classificação mantém cruz-maltino na rota continental
Além da polêmica cobrança, o resultado colocou o Vasco na segunda colocação do Grupo G. O próximo desafio será contra um dos terceiros colocados que migram da Libertadores, em duelo mata-mata valendo passagem às oitavas. Até lá, o clube volta as atenções para o Brasileirão, onde enfrenta o Atlético Mineiro em casa, buscando embalar em duas frentes simultâneas.
“Eu acompanho nossos adversários, teve um pênalti há uma semana atrás que, no final do jogo, o jogo estava decidido, o Sasha foi bater porque estava há 3 meses sem fazer um gol, faz parte do futebol. Deram pra ele bater, e ele errou. Só erra quem está lá. A gente torce pro Brenner voltar a fazer gol. Ele é muito bom garoto, ele trabalha, ele escuta, dou bastante conselhos a ele. Daqui a pouco ele naturalmente vai fazer gol e vai voltar a ter a confiança do torcedor”
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O paralelo com Sasha, citado por Renato, serve para relativizar a pressão em torno de Brenner. Na visão do treinador, a oscilação de centroavantes é ciclo comum e o segredo é blindar o jogador até o próximo gol — momento capaz de virar a chave do atacante e, por consequência, elevar o teto ofensivo do elenco.
Análise: gestão de elenco de Renato Gaúcho
A postura pública do técnico segue o manual de confiança que já o acompanhou em outros clubes. Ao colocar a discussão na esfera psicológica, Renato dilui a responsabilidade individual de Brenner e transfere o foco para um projeto coletivo de reabilitação. A estratégia ganha peso extra num elenco que ainda busca equilíbrio entre veteranos e recém-chegados.
Se o atacante corresponder, o Vasco resolve dois problemas de uma vez: ganha profundidade no ataque e reforça a autoridade de Renato como líder capaz de recuperar atletas — atributo crucial em torneios longos e de mata-mata.
O que você acha? Brenner deve continuar batendo pênaltis para ganhar ritmo ou é hora de outra solução? Para acompanhar a trajetória vascaína na competição, acesse nossa cobertura completa.

