Pedida de R$ 12 mi trava investida do Grêmio por Mikael

Grêmio — O clube gaúcho voltou as atenções ao atacante Mikael, destaque do CRB, mas esbarrou na exigência de venda imediata por R$ 12 milhões feita pela diretoria alagoana.

  • Em resumo: CRB aceita negociar apenas em definitivo e não abre mão dos R$ 12 mi.
  • Bragantino, Internacional, Vitória e São Paulo também sondam o artilheiro da Série B.

Exigência financeira do CRB muda o jogo

Depois de ver o São Paulo ter uma proposta de empréstimo recusada, o Grêmio entende que, para avançar, precisará equiparar a pedida mínima de R$ 12 milhões. O valor foi fixado como inegociável pela cúpula regatiana e serve como ponto de partida para qualquer conversa na atual janela, de acordo com informação veiculada pela ESPN.

O posicionamento firme torna o caso mais complexo, porque o tricolor gaúcho investiu recentemente em Matheus Nascimento e ainda equilibra o orçamento para reforçar outras posições. A diretoria, contudo, considera que o técnico Luís Castro carece de mais alternativas de área e mantém Mikael no radar enquanto monitora a movimentação de rivais.

Para o CRB, a quantia pedida se justifica pelo impacto imediato do centroavante de 27 anos na Série B: ele recuperou a forma, tornou-se referência em Maceió e é visto pelo clube como ativo estratégico. A determinação em vender só em definitivo elimina soluções criativas como empréstimo com opção de compra ou porcentagem escalonada.

Concorrência da Série A aquece o leilão

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A postura inflexível do CRB não desmotivou outros pretendentes. Bragantino, Internacional e Vitória já pediram informações, enquanto o São Paulo — pioneiro na investida — aguarda para saber se algum concorrente topará chegar ao preço exigido. Esse interesse coletivo pressiona o Grêmio a definir rápido se transformará o monitoramento em oferta formal.

O histórico recente de Mikael reforça o apelo. Revelado pelo Sport, o atacante teve momentos de oscilação, mas reencontrou protagonismo no CRB. Agora, o bom desempenho desperta cobiça em clubes de primeiro escalão, que enxergam na contratação uma oportunidade de encaixe imediato sem necessidade de adaptação longa ao futebol brasileiro.

Do lado alagoano, a estratégia é clara: valorizar o ativo, capitalizar financeiramente e, se possível, manter bônus em venda futura. Segundo dirigentes, apenas a sinalização de pagamento à vista ou em poucas parcelas provocará abertura para diálogo, cenário que deixa a bola nos pés dos interessados.

Análise: aposta alta em janela curta

A pedida de R$ 12 milhões insere Mikael em um patamar de transferência que, embora alto para atletas oriundos da Série B, tornou-se tendência recente no mercado nacional. Clubes que brigam em cima na elite precisam reforçar o elenco sem tempo de adaptação, e a concorrência interna eleva naturalmente o valor do passe.

Para o Grêmio, a decisão envolve risco calculado: investir pesado em um jogador que vive fase artilheira, mas ainda busca consolidação na Série A. Ao mesmo tempo, deixar o negócio escapar para um rival direto pode custar competitividade em um torneio cada vez mais nivelado — situação que transforma cada dia de incerteza em vantagem para os oponentes.

O que você acha? O valor de R$ 12 milhões é justo para o momento de Mikael ou o Grêmio deve buscar outra solução ofensiva? Para acompanhar mais negociações do mercado, acesse nossa cobertura completa.


Julia Caroline começou a escrever sobre futebol ainda na escola, quando comentava jogos e dividia opiniões em blogs e redes sociais. O interesse virou rotina, e ela passou a acompanhar partidas diariamente, sempre atenta aos detalhes que fazem diferença para o torcedor. Hoje, na Tribuna Futebol, escreve sobre jogos do dia, horários, escalações e onde assistir, com uma linguagem direta e fácil de acompanhar. Torcedora do Flamengo, raramente perde uma rodada importante do futebol brasileiro.