Palmeiras — O clube paulista sondou o meia Bitello junto ao Dínamo Moscou, mas recuou quando ouviu que a liberação custa 18 milhões de euros, valor considerado fora da atual política de contratações da diretoria.
- Em resumo: Dínamo exige €18 mi; Verdão descarta avanço imediato.
- Grêmio sonha com repatriar o ex-camisa 39, mas também se esbarra na pedida russa.
Valores afastam o Verdão de um acordo
A aproximação foi revelada por reportagem do portal RTI Esporte. Segundo a publicação, o contato informal feito há algumas semanas serviu para medir o terreno. A resposta do Dínamo Moscou veio rápida: a saída de Bitello custaria os mesmos 18 milhões de euros pagos pelo clube russo para tirá-lo da Arena do Grêmio no segundo semestre de 2023.
Em reais, o montante supera os R$ 100 milhões, cifra que o Palmeiras reserva apenas para negócios considerados estratégicos. A diretoria entende que a multa e os salários em euro criariam um efeito dominó na folha, além de irem na contramão da cautela financeira que marca a gestão desde a última janela. O Verdão, portanto, esfriou o tema antes mesmo de abrir negociação formal.
A movimentação reforça o momento do mercado interno: cada vez que um brasileiro parte para a Europa ou para a Rússia, o retorno imediato se torna proibitivo. Basta lembrar que o regulamento do Brasileirão prevê janelas curtas, o que reduz a margem para longas barganhas e eleva o poder de quem detém o passe.
Grêmio tenta a volta do meia, mas valor trava repatriação
Do lado gremista, a esperança de rever o meio-campista no elenco também esbarra no preço. A cúpula tricolor avalia alternativas — como empréstimo com opção de compra —, porém o Dínamo mostra pouco apetite por fórmulas que diminuam o retorno financeiro imediato.
Análise: Palmeiras realmente precisa de mais um meia?
A negativa, embora frustrante para parte da torcida, tem lógica esportiva. Abel Ferreira já dispõe de múltiplas opções para a faixa central, além de atletas capazes de cumprir a função híbrida que Bitello executa — alternando entre a armação e a recomposição pelo corredor direito. O técnico, inclusive, vem solicitando um volante de pegada para equilibrar o elenco, carência que Bitello não resolve.
Ao declinar do investimento, o clube evita inflacionar seu próprio mercado interno e mantém recursos livres para suprir carências mais urgentes. A postura indica que, nesta janela, o Palmeiras só romperá o cofre por uma peça considerada transformacional, não por uma reposição de luxo.
O que você acha? O Palmeiras deveria insistir por Bitello ou voltar o foco a um volante marcador? Para acompanhar todas as movimentações do mercado, visite nossa editoria de Brasileirão.

