Pavón — O atacante argentino entrou nos últimos meses de vínculo com o Grêmio e já desperta investida do Boca Juniors, enquanto a diretoria tricolor tenta segurar o atleta em Porto Alegre.
- Em resumo: Boca quer atravessar a renovação e espera o pré-contrato de junho.
- Impasse gira em torno de tempo de contrato e salário de R$ 1 milhão mensais.
Boca pressiona e observa a brecha contratual
O interesse se intensificou porque Pavón poderá assinar livremente a partir de junho, prerrogativa prevista no regulamento de transferências da CBF. Boca Juniors, River Plate e Estudiantes monitoram cada movimentação, mas o clube xeneize lidera as conversas de bastidores.
Nos gabinetes da Bombonera, a leitura é de que o histórico de 107 jogos, oito gols e 18 assistências pelo Grêmio torna o ponta uma aposta de baixo risco técnico. Com a proximidade da janela de meio de ano, a chance de repatriar o jogador sem custos de transferência é vista como rara.
Grêmio oferece um ano; Pavón pede dois
Apesar da sondagem argentina, Pavón declarou à direção que prefere continuar em Porto Alegre. O problema está no prazo: o Grêmio topa apenas mais uma temporada, enquanto o atleta quer dois anos para ter segurança num ciclo de médio prazo.
Internamente, o departamento de futebol avalia a condição física do camisa 21 antes de estender o compromisso. Lesões recentes pesam, e qualquer deslize financeiro pode comprometer o planejamento de elenco para 2027.
Salário de R$ 1 milhão trava a negociação
O contrato atual soma aproximadamente R$ 1 milhão mensais entre vencimentos fixos, direitos de imagem e bônus. Manter esse pacote por dois anos significa reservar mais de R$ 24 milhões de folha — valor considerado alto para um atleta de 30 anos no ciclo final do próximo vínculo.
A redução salarial, ventilada nas primeiras reuniões, esbarrou na postura de Pavón, que aceita negociar bônus por metas, mas não abre mão do valor base. A equação faz o Boca observar à distância: se o Grêmio recuar, a proposta argentina será colocada à mesa de imediato.
Análise: jogo de paciência nos bastidores tricolores
O impasse mostra que o Grêmio tenta equilibrar necessidade técnica e responsabilidade financeira. Pavón entrega profundidade pelos lados, conhecimento de vestiário e identificação com a torcida — fatores que encurtam o risco esportivo. Por outro lado, o teto salarial do elenco já foi elevado em anos recentes, e compromissos longos com veteranos deixam pouca margem para reforços.
Até junho, a diretoria precisa decidir se cede um ano extra ou corre o risco de ver o Boca transformar a situação em oportunidade de mercado. O histórico recente indica que clubes argentinos não hesitam em oferecer contratos médios, desde que não paguem taxa de transferência.
O que você acha? O Grêmio deve estender o vínculo de Pavón por dois anos ou aceitar a saída sem custos? Para acompanhar mais bastidores da Série A, acesse nossa cobertura completa.

