Corinthians — Vivendo o melhor momento desde que chegou a Itaquera, o goleiro Hugo Souza transformou a contagem regressiva para a próxima lista de Carlo Ancelotti em rotina de pura ansiedade e foco total.
- Em resumo: Hugo está na pré-lista de 55 nomes da Seleção e olha para a Copa como obsessão diária.
- A constância nas convocações recentes já eleva seu valor de mercado e mexe com o planejamento do Corinthians.
Imagem da taça guia a rotina do goleiro
Desde a derrota para o Botafogo, o camisa 1 não falou de outra coisa nos bastidores corintianos: a lista final do técnico italiano. Para manter o sonho vivo, adotou um método simples e simbólico. O papel de parede do celular estampa a taça dourada que todo jogador ambiciona erguer. A cena se repete diariamente no CT Joaquim Grava, onde Hugo chega antes do restante do elenco, finaliza os treinos específicos e sai por último, sempre lembrando a equipe de comunicação do clube que “o Mundial passou a ser a meta central”.
O goleiro admite que o ritual faz parte de um trabalho de visualização mental, muito usado em alto rendimento. Em conversa com a imprensa na saída do Engenhão, ele abriu o coração sobre o peso daquela imagem. Ao mencionar a página oficial da Copa do Mundo no site da FIFA, ressaltou que acompanha cada movimentação relacionada à convocação.
“Mentalizo todo dia. Se você olhar o papel de parede do meu telefone é esse aqui (taça da Copa do Mundo). Durmo e acordo com essa imagem todo dia. É o trabalho que faço para mentalizar isso. Estou na expectativa, espero que dê tudo certo”.
O desabafo público ganhou repercussão imediata nas redes e fortaleceu a narrativa de que Hugo se tornou símbolo de resiliência dentro do elenco alvinegro. A sinceridade ecoou não apenas entre torcedores, mas também em observadores da Seleção, que enxergam no goleiro um perfil competitivo e obcecado por evolução — característica valorizada nos processos de Carlo Ancelotti.
Convocações frequentes reforçam a confiança do atleta
Embora ainda batalhe por titularidade absoluta na Canarinho, Hugo já figura em todas as cinco listas divulgadas por Ancelotti desde o início da era do italiano. Na última Data Fifa, herdou oportunidade após o corte de Alisson por lesão, fato que acelerou sua integração ao elenco principal. Curiosamente, em novembro anterior, viveu o inverso: deixou o grupo às pressas por problema muscular na coxa esquerda, mas permaneceu observado pela comissão técnica.
Internamente, o Corinthians entende que essa sequência dá retorno imediato: visibilidade global e valorização do ativo. O staff do jogador, por sua vez, já recebeu sondagens preliminares de mercados europeus, mas admite que qualquer definição dependerá do desempenho na temporada e, sobretudo, da lista final para o Mundial.
Análise: renascimento em Itaquera impulsiona projeção mundial
A trajetória de Hugo Souza ilustra a força transformadora de um ambiente favorável. Depois de intensa pressão na passagem pelo Flamengo, o goleiro desembarcou em São Paulo precisando reconstruir confiança. O Corinthians ofereceu minutos, comissão técnica alinhada e torcida disposta a abraçá-lo. Resultado: segurança debaixo das traves, liderança natural no vestiário e salto de relevância nacional.
Se for mesmo chamado por Ancelotti, Hugo deixará de ser apenas “grata surpresa” para tornar-se peça de longo prazo no quebra-cabeça da Seleção. Para o clube, uma eventual participação na Copa tende a inflacionar o valor de revenda — cenário que pode financiar reforços e aliviar o caixa alvinegro em futuras janelas.
O que você acha? Hugo Souza merece a vaga entre os goleiros da Seleção? Para acompanhar mais análises sobre o time verde-amarelo, acesse nossa cobertura completa.

