ARGENTINA — A classificação albiceleste à fase de oitavas da Copa do Mundo veio apenas na prorrogação, em um 3 a 2 dramático sobre Cabo Verde que levou Lionel Messi a reconhecer o esforço rival e a soar um alerta interno.
- Em resumo: Vitória árdua expõe falhas e leva Messi a pedir foco total no mata-mata.
- Egito será o próximo obstáculo, na terça-feira (7), às 13h, pelas oitavas.
Sufoco em 120 minutos liga sinal de alerta
O duelo válido pelos dezesseis-avos começou favorável aos argentinos, que abriram o placar com Messi. No entanto, o ritmo caiu, e os cabo-verdianos reagiram duas vezes, empurrando a decisão para o tempo extra. A virada quase se concretizou, mas a experiência sul-americana falou mais alto.
Ao fim do jogo, Messi reconheceu a dureza do embate e citou o histórico recente do adversário, lembrando que os africanos já haviam complicado Espanha e Uruguai. Para o craque, o confronto reforça que “mata-mata não perdoa” e que qualquer deslize pode custar caro. Dados oficiais da FIFA indicam que esta foi a primeira vez que a Argentina precisou de prorrogação nesta edição.
“Sabíamos que seria um jogo muito duro. Essa equipe não perdeu para Espanha e Uruguai. A gente fez o mais difícil, que era fazer o primeiro gol. Achei que poderíamos achar nosso jogo e ficar mais tranquilos, mas foi o contrário. Eles conseguiram dar a alma. Isso é um mata-mata, ninguém dá nada de presente. Sempre prestigiamos as seleções. Sabíamos que não seria fácil”, disse o jogador.
A fala resume a sensação de alívio misturada com preocupação: se Cabo Verde ofereceu tamanho risco, rivais de maior tradição podem colocar ainda mais à prova o sistema defensivo argentino.
Cabo Verde ganha respeito de Messi e da torcida
Apesar da eliminação, a equipe africana conquistou admiração pela intensidade e pela capacidade de reação. A entrega vista em campo reforça o crescimento competitivo de seleções menos tradicionais, fenômeno cada vez mais comum no torneio.
“Essa seleção é uma seleção que compete e vai competir até o final. Hoje tivemos a importância na bola parada, que não havia acontecido antes. Então, o importante agora é descansar e pensar no que vem pela frente. Tirar coisas positivas. Deixamos coisas boas e temos que corrigir algumas coisas também”, finalizou Messi.
![]()
Nesse segundo recado, o camisa 10 sinaliza que a Argentina precisa se reinventar rapidamente. O alto número de gols marcados até aqui — 11 em quatro partidas — convive com oscilações defensivas que podem comprometer a campanha.
Análise: desgaste físico no mata-mata
O duelo estendido até os 120 minutos deixou clara a queda de rendimento argentino no segundo tempo. Se a equipe pretende chegar às fases decisivas, gestão de energia e banco de reservas serão determinantes. O técnico e a comissão médica terão de equilibrar treinos leves e recuperação ativa antes do encontro com o Egito.
Além disso, a dependência de jogadas individuais de Messi continua evidente. Manter o capitão em plena condição física é prioridade máxima, pois o número 10 participou diretamente de oito dos 11 gols anotados pela Albiceleste.
No calendário, a próxima missão já tem hora marcada: na terça-feira (7), às 13h (horário de Brasília), contra um Egito que costuma explorar contra-ataques rápidos. Valerá observar como a defesa argentina reage a transições velozes, tema que ganhou urgência após os sustos sofridos diante dos cabo-verdianos.
O que você acha? O sufoco contra Cabo Verde servirá de lição ou é sinal de problemas maiores para a Albiceleste? Para acompanhar todas as atualizações da competição, acesse nossa cobertura completa.


