Mesmo sem Messi, festa da torcida marca volta da Argentina

Seleção Argentina — A delegação vice-campeã da Copa do Mundo aterrissou em Buenos Aires sob aplausos, fanfarra e bandeiras, apesar da ausência de Lionel Messi e de outras estrelas que seguiram direto para seus clubes.

  • Em resumo: Torcedores transformaram o Aeroporto de Ezeiza em arquibancada para receber os jogadores vice-campeões.
  • A Band transmitiu a chegada ao vivo, reforçando o interesse nacional pelo retorno da equipe.

Chegada em Ezeiza vira celebração

A Associação do Futebol Argentino (AFA) organizou um corredor vermelho e uma banda para tocar cânticos populares logo na pista, cenário que fez lembrar a recepção ao elenco campeão há dois anos. Segundo nota oficial da entidade divulgada após a final, a iniciativa tinha como objetivo “agradecer o esforço do grupo” e manter acesa a conexão com a torcida.

O primeiro a pisar no solo argentino foi o zagueiro Nicolás Otamendi, escoltado pelo presidente Claudio Tapia. Em seguida, o técnico Lionel Scaloni surgiu sob forte assédio de câmeras e jornalistas. Logo depois, Dibu Martínez, Lisandro Martínez, Marcos Senesi e demais convocados completaram a fila, distribuindo acenos antes de embarcar nos ônibus da AFA rumo ao centro de treinamentos.

Ausências de peso e logística da AFA

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Messi não integrou o voo charter. O camisa 10 partiu de imediato para Miami, onde fará curto período de descanso e se apresentará ao Inter Miami. Rodrigo De Paul, seu parceiro de meio-campo, também permaneceu nos Estados Unidos. Enzo Fernández, Lautaro Martínez, Julián Álvarez e outros nomes optaram por rotas diferentes, seja para reencontro com familiares, seja para reportarem-se diretamente aos respectivos clubes europeus.

A federação explicou que cada atleta definiu a logística de acordo com compromissos contratuais e férias. Ainda assim, cerca de metade do grupo preferiu regressar ao país para agradecer à torcida pelo apoio. Esse gesto foi celebrado em análises da imprensa local, que destacou o ambiente saudável no vestiário mesmo após a derrota por 1 a 0 para a Espanha na decisão — estatística que consolidou o segundo lugar argentino no torneio regido pela FIFA.

Análise: a conexão torcida-seleção permanece intacta

O clima de celebração, incomum para quem volta com a medalha de prata, indica que a derrota não quebrou a confiança entre arquibancada e elenco. Ao oferecer recepção digna de título, a AFA investe em capital simbólico capaz de blindar o ciclo até as próximas Eliminatórias. A ausência do principal astro, por sua vez, não gerou hostilidade: sinal de que o sentimento coletivo supera figuras individuais.

Esse cenário reforça o discurso de Claudio Tapia sobre “projeto a longo prazo” sob comando de Lionel Scaloni. Ao manter vínculo afetivo elevado, a seleção cria ambiente favorável para novos talentos, como Valentín Barco e Giuliano Simeone, assumirem protagonismo no ciclo que se inicia.

O que você acha? A festa em Buenos Aires mostra maturidade da torcida ou foi exagerada após o vice? Para acompanhar mais sobre Mundiais, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.