Atlético-MG — As falas de Hulk sobre carregar “menos responsabilidade” no Fluminense do que no Galo caíram como bomba na Cidade do Galo, e o volante Maycon decidiu contar como o elenco recebeu a polêmica.
- Em resumo: Maycon defende Hulk, mas admite que a escolha de palavras acendeu o debate interno.
- Volante garante que o elenco mira a sequência do Brasileiro e não guarda mágoa do ex-camisa 7.
Bastidores fervem após fala do atacante
A comparação feita por Hulk entre Atlético e Fluminense rapidamente se espalhou nas redes e chegou ao vestiário alvinegro. Segundo Maycon, o grupo entendeu que a intenção do atacante era valorizar o novo ambiente, mas a forma gerou ruído. O volante lembrou que, durante a passagem do atacante por Belo Horizonte, o peso decisivo sobre seus ombros era real e reconhecido por todos. Ainda assim, ele acredita que a repercussão extrapolou o que Hulk desejava comunicar, ponto que o próprio jogador tentou corrigir em seguida.
A pressão no Galo costuma ser assunto recorrente. O clube, que volta a campo contra o Bahia pelo Campeonato Brasileiro, convive com expectativas altas desde que inaugurou a Arena MRV. A cobrança parte da torcida, da diretoria e, como mostram os registros da Confederação Brasileira de Futebol, reflete a postura de quem luta sempre na parte de cima da tabela.
“Sinceramente falando, acho que o Hulk foi querer enaltecer o lugar que ele está e é uma coisa natural, mas acho que ele colocou as palavras de uma forma ruim e deixou a interpretação para cada um levar para o lado que quiser. Eu convivi com o Hulk, que foi uma das melhores pessoas que eu conheci aqui no Atlético. Eu sei o que ele pensava, eu sei o que ele fez pelo clube.”
A fala de Maycon busca neutralizar a tempestade ao destacar o caráter do ex-companheiro. Ao enfatizar a convivência positiva, o volante freia a narrativa de rompimento e reforça que o respeito construído internamente permanece.
Elenco descarta mágoa e foca na temporada
Maycon também comentou a retratação pública de Hulk, considerada suficiente para encerrar o assunto. O elenco entende que, mesmo não sendo mais parte do grupo, o atacante ainda carrega forte identificação com o torcedor atleticano — fator que amplificou a polêmica. Dentro do CT, porém, o consenso é de que a energia precisa estar voltada para os compromissos do calendário.
“Infelizmente, ele usou algumas palavras que deixaram a margem para a interpretação. Depois ele se retratou e mostrou um outro ponto de vista. Eu vejo como algo que ele colocou errado e depois ele assumiu.”
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Ao reconhecer a correção de curso feita por Hulk, o meio-campista sinaliza que o episódio não rachou o ambiente. O objetivo, frisa, é “representar o clube da melhor forma” quando a bola rolar novamente na Arena MRV.
Análise: desgaste de imagem vira alerta
O caso evidencia como declarações de ídolos ganham proporções além do campo. Para Hulk, a tentativa de exaltar o Fluminense acabou ressuscitando o debate sobre o peso das responsabilidades em Belo Horizonte. Para o Atlético, a situação expõe a necessidade de controlar narrativas, sobretudo quando envolve ex-referências ainda queridas pela torcida.
Se por um lado o clube não quer alimentar uma rusga pública, por outro precisa proteger sua imagem de “ambiente tóxico” que sobrecarrega jogadores. A resposta ponderada de Maycon cumpre esse papel: reconhecer a história do atacante, apontar o erro de comunicação e seguir adiante.
O que você acha? A declaração de Hulk passou dos limites ou foi mal-interpretada? Para acompanhar mais análises do Campeonato Brasileiro, acesse nossa cobertura completa.


